CASTAS
Merlot
VINIFICAÇÃO
A vinificação deste Chateau Rouget 2009 segue métodos tradicionais da margem direita, começando com colheita manual parcela a parcela para garantir apenas cachos em estado sanitário impecável.
O desengace é total e as uvas são submetidas a uma seleção rigorosa antes de entrar nas cubas. A fermentação alcoólica decorre em depósitos de inox termorregulados, permitindo controlar de forma precisa a extração e a temperatura, preservando a pureza do fruto.
A maceração é longa, promovendo a integração profunda dos taninos e a construção de uma estrutura densa mas sedosa. Segue-se a fermentação malolática em barrica, etapa que confere redondez e maior cremosidade ao perfil do vinho.
ENVELHECIMENTO
O estágio prolonga-se em barricas de carvalho francês, com uma proporção significativa de madeira nova, durante cerca de 15 a 18 meses. Este período permite ao vinho ganhar amplitude aromática, integração dos taninos e um carácter mais polido e sofisticado.
O contacto constante com as borras finas durante parte do estágio contribui para maior volume de boca e textura aveludada. O resultado final é um vinho equilibrado, profundo e com grande capacidade de evolução em garrafa.
NOTAS DE PROVA
No início, o Chateau Rouget 2009 revela uma cor rubi profunda com nuances granada ainda jovens na orla, demonstrando excelente concentração.
O nariz é amplo, envolvente e extremamente expressivo, iniciando-se com camadas densas de frutos negros maduros, como ameixa preta, amora silvestre e cassis, seguidas de notas de cereja escura em compota que adicionam uma doçura elegante.
À medida que se abre, surgem aromas mais complexos de especiarias finas, pimenta preta suave, cravinho e um toque de noz-moscada, acompanhados por subtis recordações florais de violeta que anunciam a presença do Cabernet Franc.
Com o tempo no copo, a paleta aromática aprofunda-se e revela nuances de cacau puro, chocolate negro e tabaco seco, envolvendo-se harmoniosamente com notas de cedro, caixa de charutos e tostados delicados provenientes do estágio em madeira.
Há ainda uma dimensão terrivelmente sedutora de trufa negra e terra húmida, típica dos grandes Pomerol, que acrescenta profundidade e classe. Na boca, o vinho apresenta-se amplo, denso e texturado, com uma entrada envolvente que enche o paladar de imediato.
A fruta surge madura mas nunca excessiva, sempre equilibrada por uma acidez deliciosa que lhe confere frescura e ritmo. Os taninos são firmes mas polidos, com grão fino e delicado, construindo uma estrutura sólida que sustenta o vinho sem o tornar pesado.
O meio de boca é generoso, mostrando chocolate amargo, ameixa seca, especiarias e uma nota subtil de ervas aromáticas. O final é longo, persistente e muito elegante, marcado por ecos de fruta negra, mineralidade discreta e um toque fumado que prolonga a sensação de profundidade e finesse.
SUGESTÕES
Deve ser servido a uma temperatura de 16ºC – 18ºC. A sua estrutura elegante e concentração aromática fazem dele um parceiro ideal para pratos de carne cozinhados lentamente, como borrego assado, vitela estufada ou javali braseado.
Combina lindamente com pratos à base de cogumelos, trufas, risotos ricos e queijos de pasta mole como Brie de Meaux ou Camembert afinado.
É igualmente uma excelente escolha para acompanhar pratos tradicionais portugueses como cabrito no forno, cachaço de porco assado ou perdiz estufada.
ENOLOGIA
Michel Rolland
TEOR ALCOÓLICO
14.0%






