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2011 Taylor’s Quinta de Vargellas Vinha Velha Vintage Port

2011 Taylor’s Quinta de Vargellas Vinha Velha Vintage Port

250.00

1 em stock

Visualmente, o Taylor’s Quinta de Vargellas Vintage Port 2011 apresenta uma cor púrpura muito profunda, praticamente negra no centro, envolvida por um estreito halo violeta. A intensidade cromática impressiona imediatamente e evidencia a enorme concentração da colheita. No nariz revela uma intensidade aromática extraordinária.

As primeiras notas recordam cassis, amora silvestre, cereja preta, ameixa madura e mirtilo, formando um núcleo frutado puro e profundamente concentrado. À medida que o vinho ganha contacto com o oxigénio surgem delicadas notas florais de violeta, esteva e rosmaninho, acompanhadas por elegantes sugestões de chá preto, grafite, pedra quente e ervas mediterrânicas, características clássicas da Quinta de Vargellas.

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Taylor’s Quinta de Vargellas Vintage Port 2011

CASTAS
Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinto Cão

VINIFICAÇÃO
O Quinta de Vargellas Vintage Port 2011 representa uma das mais extraordinárias expressões do conceito de Single Quinta Vintage Port.

Produzido pela histórica Taylor’s, uma das casas mais prestigiadas do Vinho do Porto desde 1692, este vinho nasce exclusivamente da lendária Quinta de Vargellas, considerada há mais de dois séculos uma das propriedades mais nobres do Douro e frequentemente descrita como a “jóia da coroa” da Taylor’s.

A quinta é reconhecida internacionalmente pela qualidade excepcional das suas vinhas, pela diversidade de exposições solares e pela extraordinária capacidade de produzir vinhos de enorme profundidade e longevidade.

A colheita de 2011 entrou imediatamente para a história como uma das maiores vindimas de sempre do Douro.

Depois de um inverno muito chuvoso que garantiu excelentes reservas hídricas, a primavera apresentou temperaturas elevadas mas equilibradas, enquanto o verão foi quente e seco, favorecendo uma maturação lenta e extremamente homogénea.

Pequenos episódios de chuva antes da vindima permitiram concluir a maturação fenólica em condições praticamente perfeitas.

O resultado foram bagos pequenos, de película espessa, extraordinariamente ricos em cor, taninos e compostos aromáticos, dando origem a alguns dos melhores Vintage Ports do século XXI.

As uvas provêm exclusivamente das encostas íngremes da Quinta de Vargellas, implantadas sobre solos de xisto profundamente fraturados.

As videiras, muitas delas com várias décadas de idade, desenvolvem raízes profundas que exploram as fissuras da rocha em busca de água, originando produções naturalmente reduzidas e uma concentração notável.

A vindima é efetuada manualmente, parcela a parcela, permitindo colher cada vinha no momento ideal de maturação. As uvas chegam rapidamente à adega, onde são cuidadosamente selecionadas antes do desengace parcial.

A fermentação decorre em lagares tradicionais de granito, utilizando a clássica pisa a pé, método que continua a ser considerado insubstituível para a produção dos maiores Vintage Ports.

Esta técnica permite extrair de forma extremamente delicada cor, aromas e taninos, preservando simultaneamente a elegância da fruta.

Durante a fermentação são efetuadas várias pisas diárias para assegurar uma extração homogénea.

Tal como em todos os Vinhos do Porto Vintage, a fermentação é interrompida através da adição de aguardente vínica neutra quando o mosto atinge o equilíbrio ideal entre álcool, açúcar natural e estrutura.

Este momento é absolutamente decisivo, determinando o perfil final do vinho e a sua capacidade de envelhecimento.

Terminada a vindima, apenas os melhores lotes provenientes da Quinta de Vargellas são seleccionados para integrar este Vintage.

Cada parcela é provada individualmente e apenas aquelas que apresentam profundidade, intensidade aromática, frescura e estrutura verdadeiramente excepcionais fazem parte do lote definitivo.

Esta seleção extremamente rigorosa explica o prestígio internacional desta referência e a sua enorme raridade.

ENVELHECIMENTO
Concluída a fermentação, o Quinta de Vargellas Vintage Port 2011 inicia um curto estágio de aproximadamente dois anos em grandes balseiros e tonéis de carvalho usados, prática tradicional dos Vintage Ports.

Ao contrário dos Vinhos do Porto Tawny ou Colheita, cujo envelhecimento decorre essencialmente em madeira, o objetivo aqui consiste apenas em estabilizar o vinho antes do engarrafamento, preservando toda a intensidade da fruta e o enorme potencial de evolução em garrafa.

Durante este período, ocorre uma ligeira micro-oxigenação que permite integrar naturalmente a estrutura tânica e estabilizar a cor, sem comprometer a exuberância aromática característica da juventude.

A utilização de madeira usada evita qualquer influência excessiva do carvalho, garantindo que a personalidade da Quinta de Vargellas permanece absolutamente intacta.

Após cerca de dois anos, o vinho é engarrafado sem filtração, conservando toda a matéria corante, os compostos aromáticos e a estrutura necessários para uma evolução muito prolongada.

Esta ausência de filtração explica a formação natural de depósito ao longo dos anos, tornando indispensável a decantação antes do serviço.

É precisamente em garrafa que o Quinta de Vargellas Vintage Port desenvolve toda a sua grandeza.

Durante décadas, os taninos extremamente densos vão sofrendo uma lenta polimerização, enquanto os aromas primários de fruta evoluem para uma complexidade extraordinária, marcada por notas de cacau, café, tabaco, especiarias, figos secos, couro fino e resinas aromáticas.

A colheita de 2011 apresenta uma capacidade de envelhecimento verdadeiramente excepcional.

Muitos especialistas consideram que apenas começará a atingir o seu auge entre 2040 e 2060, podendo evoluir favoravelmente durante mais de meio século quando conservado em condições ideais.

NOTAS DE PROVA
Visualmente, o Taylor’s Quinta de Vargellas Vintage Port 2011 apresenta uma cor púrpura muito profunda, praticamente negra no centro, envolvida por um estreito halo violeta.

A intensidade cromática impressiona imediatamente e evidencia a enorme concentração da colheita.

No nariz revela uma intensidade aromática extraordinária. As primeiras notas recordam cassis, amora silvestre, cereja preta, ameixa madura e mirtilo, formando um núcleo frutado puro e profundamente concentrado.

À medida que o vinho ganha contacto com o oxigénio surgem delicadas notas florais de violeta, esteva e rosmaninho, acompanhadas por elegantes sugestões de chá preto, grafite, pedra quente e ervas mediterrânicas, características clássicas da Quinta de Vargellas.

Com maior arejamento aparecem sucessivas camadas aromáticas de chocolate negro, cacau puro, cedro, caixa de charutos, alcaçuz e especiarias como pimenta preta, noz-moscada e cravinho.

Apesar da juventude relativa, já se adivinham discretos apontamentos de tabaco fino e resinas balsâmicas que anunciam a extraordinária evolução futura.

Na boca apresenta uma entrada monumental, ampla e extremamente concentrada. A fruta invade imediatamente o palato, sustentada por uma acidez vibrante que impede qualquer sensação de peso.

O meio de boca impressiona pela densidade dos taninos, simultaneamente poderosos e incrivelmente finos.

A textura é compacta, mas sedosa, revelando sabores de frutos negros maduros, chocolate amargo, grafite, chá preto, especiarias orientais e delicadas notas minerais.

Apesar da enorme potência, o vinho mantém sempre uma impressionante precisão. A fruta, a doçura, a acidez, os taninos e o álcool coexistem numa harmonia rara, refletindo a qualidade excepcional da vindima de 2011.

O final é absolutamente extraordinário. Durante vários minutos permanecem notas de cassis, amora, chocolate negro, violetas, grafite, especiarias e chá preto, terminando com uma frescura mineral impressionante.

Trata-se de um Vintage Port de enorme profundidade, construído para atravessar várias gerações.

Roger Voss destacou precisamente a sua estrutura monumental, fruta negra intensa, equilíbrio e enorme potencial de envelhecimento.

SUGESTÕES
Deve ser servido a uma temperatura de 14ºC – 16ºC. O Quinta de Vargellas Vintage Port 2011 é um vinho de contemplação, podendo ser apreciado isoladamente após uma refeição, mas revela igualmente harmonizações gastronómicas extraordinárias.

Acompanha de forma magistral queijos azuis como Stilton, Roquefort, Gorgonzola ou Bleu d’Auvergne.

A intensidade salgada destes queijos equilibra perfeitamente a doçura natural e a estrutura do Vintage Port, criando uma das harmonizações clássicas da gastronomia mundial.

É igualmente excepcional com chocolate negro de elevada percentagem de cacau, sobremesas à base de frutos vermelhos, tartes de frutos silvestres, fondant de chocolate e preparações com figos secos ou ameixas.

Entre os frutos secos, revela enorme afinidade com nozes, amêndoas torradas, avelãs e castanhas caramelizadas, cujas notas tostadas prolongam naturalmente os aromas do vinho.

Tratando-se de um Vintage Port não filtrado, recomenda-se colocar a garrafa na posição vertical durante pelo menos vinte e quatro horas antes da abertura.

A decantação é indispensável e deverá ser efetuada entre duas e quatro horas antes do consumo, permitindo eliminar o depósito natural e favorecer uma plena abertura aromática.

ENOLOGIA
David Guimaraens

TEOR ALCOÓLICO
20.0%

Peso 1 kg
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