VINIFICAÇÃO
A vinificação deste Guigal Cote Rotie Chateau d’Ampuis 1998 segue o rigor artesanal característico de Marcel Guigal, um dos mais respeitados enólogos da França. As uvas são colhidas manualmente, triadas com extremo cuidado e submetidas a uma maceração prolongada, permitindo extrair suavemente cor, aroma e taninos elegantes.
A fermentação decorre em cubas de inox com controlo de temperatura, com remontagens regulares para garantir uma extração harmoniosa. Após a fermentação maloláctica, o vinho é transferido para barricas novas de carvalho francês, onde permanecerá longamente em maturação.
O cuidado em cada etapa, da vindima à prensagem, da fermentação ao estágio, reflete a filosofia da casa: criar vinhos de identidade profunda, onde o terroir fala através da técnica, e nunca o contrário.
ENVELHECIMENTO
O estágio é um dos segredos do estilo Guigal. O Château d’Ampuis 1998 envelhece por cerca de 38 meses em barricas novas de carvalho francês, um processo exigente e paciente, durante o qual o vinho adquire textura aveludada e uma complexidade aromática sublime.
O contacto prolongado com o carvalho novo é gerido com mestria, permitindo a fusão harmoniosa entre a fruta e as notas da madeira, sem que esta domine o perfil. Durante este tempo, o vinho ganha estrutura polida, taninos refinados e um equilíbrio entre força e elegância que o torna uma das expressões mais puras da Côte-Rôtie.
Após o engarrafamento, o 1998 evoluiu serenamente em garrafa, e hoje revela-se num ponto de maturidade esplêndido, pleno, integrado e profundamente aristocrático.
NOTAS DE PROVA
O Château d’Ampuis 1998 apresenta uma cor rubi profunda e luminosa, com ligeiras nuances granada nas bordas, reflexo da sua evolução nobre.
O nariz é opulento e multifacetado, revelando camadas aromáticas que se desdobram lentamente: começam com notas intensas de amora silvestre, framboesa madura, cassis e ameixa preta, seguidas por violetas secas, pétalas de rosa e um delicado toque de damasco, herança do Viognier.
À medida que o vinho respira, surgem aromas mais complexos, especiarias finas (pimenta preta, cravinho, noz-moscada), tabaco, cacau, fumo, couro polido e terra húmida que criam um conjunto de extraordinária profundidade. No paladar, o vinho impressiona pela textura sedosa e pela amplitude estrutural.
A entrada é envolvente e generosa, revelando fruta negra pura e concentrada, equilibrada por taninos firmes mas elegantes. O meio de boca é denso e expansivo, com camadas de sabores que se sucedem em perfeita harmonia — frutos silvestres, especiarias, ervas secas e um leve toque mineral.
A acidez equilibrada confere-lhe frescura e prolonga a experiência gustativa, culminando num final longo, harmonioso e persistente, com ecos de fumo, grafite e violetas secas. A combinação de poder e refinamento é magistral, refletindo o equilíbrio entre a robustez da Côte Brune e a suavidade perfumada da Côte Blonde.
O 1998 é um vinho que emociona pela sua profundidade, precisão e serenidade, revelando a maestria técnica e artística de Guigal.
SUGESTÕES
Deve ser servido a uma temperatura de 16ºC – 18ºC. O Château d’Ampuis 1998 é ideal para acompanhar pratos ricos e aromáticos que façam eco da sua profundidade e estrutura. Combina na perfeição com caça de pêlo como veado, javali ou lebre em molho de vinho, carnes de vaca maturadas e cordeiro assado com ervas de Provença.
É também magnífico com pato confitado, ensopados lentos e pratos de cogumelos selvagens. Queijos curados de pasta dura, como Beaufort, Salers ou Comté Vieux, destacam o seu lado mais terroso e especiado. Servido entre 16 e 18°C, idealmente decantado por cerca de 90 minutos, revela todas as suas camadas de elegância, potência e harmonia.
ENOLOGIA
Marcel Guigal
TEOR ALCOÓLICO
13.0%






