VINIFICAÇÃO
As uvas deste Guigal Cote Rotie La Turque 1996 são colhidas manualmente, respeitando o rigor de selecção que caracteriza a casa Guigal. Segue-se a fermentação alcoólica em cubas de aço inox com controlo rigoroso de temperatura, permitindo preservar a pureza da fruta e controlar a extracção de taninos.
A maceração é longa, de forma a extrair toda a cor, estrutura e complexidade aromática que o terroir oferece. A fermentação maloláctica ocorre naturalmente, assegurando a suavização da acidez e o equilíbrio do conjunto.
ENVELHECIMENTO
Após a vinificação, Guigal Cote Rotie La Turque 1996 estagiou durante cerca de 42 meses em barricas novas de carvalho francês, um método emblemático de Guigal que confere aos seus vinhos uma assinatura muito particular.
Este longo envelhecimento em madeira, aliado ao uso exclusivo de barrica nova, resulta num vinho de enorme profundidade, em que as notas tostadas, fumadas e especiadas se integram lentamente com a fruta e com a matriz mineral.
Ao longo deste processo, o vinho ganha camadas de sofisticação e uma longevidade que lhe permite evoluir em garrafa durante várias décadas.
NOTAS DE PROVA
O Guigal Côte-Rôtie La Turque 1996 apresenta-se com uma cor rubi profunda, de tonalidade quase opaca, já com laivos de granada nas extremidades que denunciam a sua evolução em garrafa.
O nariz é absolutamente cativante e de grande complexidade, começando por revelar aromas intensos de frutos pretos maduros, amora, cereja preta e ameixa, entrelaçados com notas florais de violeta e uma subtileza exótica trazida pelo Viognier.
Com o tempo no copo, abrem-se novas camadas aromáticas: notas de especiarias doces como noz-moscada e canela, sugestões de alcaçuz, fumo, carne curada e um toque de couro fino, que se combinam com nuances minerais de xisto e grafite. A madeira nova, apesar da sua marca, encontra-se perfeitamente integrada, contribuindo com elegância e não com peso.
Na boca, o vinho revela-se poderoso e estruturado, com taninos densos, firmes e de grão fino, que sustentam uma concentração impressionante. A entrada é ampla e imediata, mas é no meio de boca que o La Turque 1996 mostra a sua grandiosidade: camadas sucessivas de fruta madura, especiarias, notas tostadas e um carácter mineral persistente que lhe confere frescura e precisão.
A acidez mantém o vinho vivo e vibrante, equilibrando a opulência da Syrah e prolongando a experiência gustativa. O final é extraordinariamente longo, quase interminável, deixando ecos de fruta preta, especiarias, fumo e um subtil registo floral que persiste durante longos minutos.
É um vinho que alia potência e elegância de forma rara, mostrando já um patamar de evolução notável, mas ainda com potencial para mais duas ou três décadas de guarda, em que surgirão notas terciárias ainda mais complexas, como trufa, sous-bois e caça.
SUGESTÕES
Deve ser servido a uma temperatura de 16ºC – 18ºC. Trata-se de um vinho que pede pratos de intensidade proporcional, sendo um parceiro magnífico para carnes de caça robustas, como javali estufado ou veado assado com molho de vinho.
Também harmoniza de forma sublime com costeletas de borrego grelhadas, pato confitado ou mesmo pratos de cozinha tradicional francesa à base de cogumelos silvestres. Queijos de carácter forte, como um Roquefort bem curado ou um queijo de pasta dura de longa maturação, também realçam a sua riqueza e complexidade.
ENOLOGIA
Marcel Guigal
TEOR ALCOÓLICO
13.0%





