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2016 Scala Coeli Tinto

2016 Scala Coeli Tinto

85.00

1 em stock

Visualmente, o Scala Coeli 2016 apresenta uma cor rubi muito profunda e concentrada, com reflexos violáceos ainda evidentes, demonstrando juventude e excelente capacidade de evolução. No nariz, revela uma intensidade aromática impressionante e uma notável definição. As primeiras impressões são dominadas por frutos negros maduros, como amora silvestre, cassis, ameixa preta e mirtilo, acompanhados por delicadas notas florais de violeta e esteva.

À medida que o vinho respira, surgem camadas adicionais de enorme complexidade. Desenvolvem-se aromas de especiarias doces, pimenta preta, cacau, café expresso e cedro. A integração da madeira apresenta-se exemplar, acrescentando profundidade sem mascarar a fruta. Com maior oxigenação, emergem nuances balsâmicas, grafite, ervas mediterrânicas e ligeiras notas minerais que conferem sofisticação e identidade ao conjunto.

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Scala Coeli 2016

CASTAS
Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Syrah, Cabernet Sauvignon

VINIFICAÇÃO
O Scala Coeli Tinto 2016 representa uma das mais exclusivas e prestigiadas expressões vínicas produzidas pela Fundação Eugénio de Almeida.

Integrado na gama de topo da casa, o Scala Coeli nasce apenas em anos considerados excecionais, sendo elaborado a partir de parcelas selecionadas que demonstram qualidade superior e identidade singular.

O nome “Scala Coeli”, expressão latina para “Escada para o Céu”, presta homenagem ao antigo convento da Cartuxa, em Évora, reforçando a ligação histórica, cultural e espiritual que caracteriza os grandes vinhos da casa.

A colheita de 2016 é amplamente reconhecida como uma das melhores da década no Alentejo, proporcionando vinhos de extraordinário equilíbrio entre concentração, frescura e capacidade de envelhecimento.

As uvas provêm de vinhas cuidadosamente selecionadas localizadas nas imediações de Évora, plantadas em solos de origem granítica e argilo-calcária.

As amplitudes térmicas registadas durante o ciclo vegetativo de 2016 permitiram preservar frescura aromática e equilíbrio ácido, fatores essenciais para a produção de vinhos de guarda.

A vindima foi realizada manualmente durante as horas mais frescas do dia, garantindo a preservação da integridade dos bagos. Após criteriosa seleção, as uvas foram desengaçadas e encaminhadas para fermentação separada por casta.

A fermentação alcoólica decorreu em cubas de aço inoxidável com controlo rigoroso de temperatura, permitindo uma extração gradual e precisa dos compostos fenólicos.

Durante este processo foram efetuadas remontagens e delestages cuidadosamente ajustados, promovendo estrutura, profundidade aromática e elegância tânica.

Cada casta foi vinificada individualmente, permitindo à equipa de enologia avaliar o potencial de cada lote antes da criação do lote final.

O resultado é um vinho que alia a intensidade característica do Alentejo a uma notável precisão técnica e equilíbrio estrutural.

ENVELHECIMENTO
Após a fermentação maloláctica, o vinho foi transferido para barricas novas de carvalho francês, onde permaneceu em estágio durante aproximadamente 15 meses.

O estágio em madeira teve como principal objetivo aumentar a complexidade aromática e promover o refinamento da estrutura tânica sem comprometer a pureza da fruta.

A utilização de barricas novas permitiu desenvolver notas elegantes de especiarias, cedro, chocolate negro e café torrado, mantendo sempre o protagonismo da matéria-prima.

Durante o período de estágio, a micro-oxigenação natural proporcionada pelo carvalho contribuiu para a polimerização gradual dos taninos, originando uma textura mais sedosa e integrada.

O vinho foi acompanhado regularmente através de provas técnicas rigorosas que permitiram avaliar a evolução de cada lote. Após a seleção definitiva do assemblage, o vinho permaneceu ainda um período adicional em garrafa antes da sua comercialização.

Esta fase de repouso revelou-se fundamental para alcançar o equilíbrio e a harmonia que caracterizam o perfil final do Scala Coeli 2016.

Graças à sua estrutura, concentração e frescura, esta colheita apresenta um potencial de evolução em cave superior a duas décadas, continuando a desenvolver complexidade ao longo dos anos.

NOTAS DE PROVA
Visualmente, o Scala Coeli 2016 apresenta uma cor rubi muito profunda e concentrada, com reflexos violáceos ainda evidentes, demonstrando juventude e excelente capacidade de evolução.

No nariz, revela uma intensidade aromática impressionante e uma notável definição. As primeiras impressões são dominadas por frutos negros maduros, como amora silvestre, cassis, ameixa preta e mirtilo, acompanhados por delicadas notas florais de violeta e esteva.

À medida que o vinho respira, surgem camadas adicionais de enorme complexidade. Desenvolvem-se aromas de especiarias doces, pimenta preta, cacau, café expresso e cedro.

A integração da madeira apresenta-se exemplar, acrescentando profundidade sem mascarar a fruta. Com maior oxigenação, emergem nuances balsâmicas, grafite, ervas mediterrânicas e ligeiras notas minerais que conferem sofisticação e identidade ao conjunto.

O perfil aromático demonstra uma combinação rara entre potência e elegância. Na boca, apresenta uma entrada ampla e envolvente, sustentada por taninos firmes mas extremamente polidos.

A textura é rica e sedosa, preenchendo o palato com enorme profundidade. A acidez surge perfeitamente integrada, conferindo tensão e equilíbrio à concentração da fruta.

O meio de boca revela sucessivas camadas de frutos negros, especiarias, chocolate negro, notas fumadas e componentes minerais.

A estrutura é sólida e precisa, evidenciando o potencial de envelhecimento que caracteriza os grandes vinhos da Fundação Eugénio de Almeida.

Existe uma notável sensação de harmonia entre potência, frescura e elegância. O final é longo, persistente e profundamente complexo, deixando notas de fruta negra madura, cacau, especiarias nobres e mineralidade subtil durante largos segundos.

SUGESTÕES
Deve ser servido a uma temperatura de 14ºC – 16ºC. O Scala Coeli Tinto 2016 harmoniza de forma brilhante com pratos de elevada intensidade gastronómica e grande riqueza aromática.

É uma escolha excecional para acompanhar carnes vermelhas grelhadas, novilho maturado, borrego assado lentamente e pratos tradicionais alentejanos de confeção cuidada.

A sua estrutura e profundidade permitem igualmente harmonizações magníficas com caça de pelo e pratos ricos em especiarias.

Os aromas complexos e a textura sedosa combinam muito bem com preparações à base de cogumelos silvestres, trufa negra e molhos reduzidos.

Também acompanha de forma notável pratos de cozinha contemporânea onde a intensidade aromática e a precisão técnica desempenham papel central.

Queijos curados de longa maturação, especialmente de ovelha, constituem igualmente excelentes parceiros para este vinho.

ENOLOGIA
Pedro Baptista

TEOR ALCOÓLICO
14.5%

Peso 1 kg
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