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1920 H.M. Borges Malmsey Solera Madeira Wine

1920 H.M. Borges Malmsey Solera Madeira Wine

950.00

1 em stock

Visualmente, o H.M. Borges Malmsey Solera 1920 apresenta uma extraordinária cor mogno muito profunda, com reflexos âmbar escuro, cobre antigo e delicadas nuances esverdeadas junto ao bordo, sinal clássico dos maiores Vinhos Madeira centenários. No nariz, revela uma complexidade praticamente inesgotável. As primeiras impressões remetem para noz, avelã torrada, amêndoa caramelizada, castanha assada e figo seco.

A intensidade aromática é impressionante, mas simultaneamente elegante e perfeitamente integrada. Com a oxigenação, surgem sucessivas camadas de enorme profundidade: casca de laranja cristalizada, tâmara, melaço, marmelada antiga, mel escuro e açúcar mascavado. Desenvolvem-se ainda notas de café acabado de torrar, chocolate negro, tabaco fino, couro antigo e madeiras nobres centenárias.

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1920 H.M. Borges Malmsey Solera Madeira Wine

CASTAS
Malvasia

VINIFICAÇÃO
O H.M. Borges Malmsey Solera 1920 é uma das mais extraordinárias relíquias da história do Vinho Madeira e um testemunho vivo de uma prática de envelhecimento praticamente desaparecida: o sistema Solera.

Produzido pela histórica H.M. Borges, fundada em 1877 por Henrique Menezes Borges, este vinho representa mais de um século de património vínico e um dos exemplares mais raros preservados pela casa.

A empresa mantém até hoje uma forte aposta no envelhecimento tradicional dos seus vinhos pelo método Canteiro, preservando um vasto património de colheitas históricas.

A colheita de 1920 teve origem em uvas da casta Malvasia, conhecida internacionalmente como Malmsey, a mais doce e voluptuosa das castas nobres do Vinho Madeira.

Provenientes de vinhas plantadas nas encostas vulcânicas da ilha, estas uvas beneficiaram de um clima atlântico ameno e de solos basálticos extremamente pobres, fatores que favorecem uma maturação lenta e uma concentração aromática excepcional.

A vindima foi integralmente manual, respeitando as práticas tradicionais da época. Após uma prensagem cuidadosa, a fermentação iniciou-se naturalmente e foi interrompida através da adição de aguardente vínica, preservando uma elevada concentração de açúcares naturais.

O vinho foi então destinado ao sistema Solera, um método de envelhecimento historicamente utilizado na Madeira durante o século XIX e primeiras décadas do século XX.

Neste sistema, apenas uma pequena percentagem do vinho podia ser retirada periodicamente para engarrafamento, sendo posteriormente reposta com vinho mais jovem da mesma qualidade.

Esta prática permitia manter um núcleo permanente de vinho muito antigo e de enorme complexidade, originando vinhos praticamente impossíveis de reproduzir atualmente.

O sistema Solera deixou de ser utilizado na Madeira há muitas décadas, tornando exemplares como este verdadeiras peças de coleção.

ENVELHECIMENTO
O grande protagonista deste vinho é o seu extraordinário processo de envelhecimento.

Após a fortificação, o H.M. Borges Malmsey Solera 1920 iniciou um longo percurso em cascos de carvalho através do tradicional método Canteiro, onde as pipas permaneceram armazenadas nos pisos superiores das adegas, beneficiando das variações naturais de temperatura ao longo das estações do ano.

Este método promove uma evolução extremamente lenta e gradual, permitindo ao vinho desenvolver uma profundidade aromática única.

Em paralelo, o sistema Solera proporcionou um envelhecimento contínuo e muito particular.

Ao longo das décadas, pequenas quantidades eram retiradas para engarrafamento, sendo substituídas por vinho da mesma origem e perfil, preservando sempre uma fração significativa do vinho original de 1920.

Este método originou uma complexidade aromática e uma integração estrutural impossíveis de alcançar através de um envelhecimento convencional.

Durante mais de um século, a lenta oxidação em casco promoveu uma concentração gradual dos açúcares, da acidez e dos compostos aromáticos.

A evaporação natural — conhecida como “parte dos anjos” — intensificou ainda mais a riqueza do vinho, enquanto a madeira antiga atuou sobretudo como veículo de micro-oxigenação e não como fonte dominante de aromas.

O resultado é um vinho cuja idade não representa apenas um número, mas sim um património líquido construído ao longo de gerações. Cada garrafa preserva uma parte da história da própria casa H.M. Borges e da tradição secular do Vinho Madeira.

NOTAS DE PROVA
Visualmente, o H.M. Borges Malmsey Solera 1920 apresenta uma extraordinária cor mogno muito profunda, com reflexos âmbar escuro, cobre antigo e delicadas nuances esverdeadas junto ao bordo, sinal clássico dos maiores Vinhos Madeira centenários.

No nariz, revela uma complexidade praticamente inesgotável. As primeiras impressões remetem para noz, avelã torrada, amêndoa caramelizada, castanha assada e figo seco.

A intensidade aromática é impressionante, mas simultaneamente elegante e perfeitamente integrada.

Com a oxigenação, surgem sucessivas camadas de enorme profundidade: casca de laranja cristalizada, tâmara, melaço, marmelada antiga, mel escuro e açúcar mascavado.

Desenvolvem-se ainda notas de café acabado de torrar, chocolate negro, tabaco fino, couro antigo e madeiras nobres centenárias.

A componente oxidativa revela-se absolutamente sublime, através de aromas de verniz fino, móveis antigos, chá preto envelhecido, resinas aromáticas e especiarias orientais como canela, noz-moscada e cravinho.

Com mais tempo no copo, aparecem apontamentos iodados, incenso, curry, açafrão, cera de abelha e delicadas notas balsâmicas que acrescentam ainda mais profundidade ao conjunto.

Na boca, apresenta uma entrada extraordinariamente rica, cremosa e sedosa.

A doçura característica da Malvasia é magistralmente equilibrada por uma acidez vibrante, uma das grandes assinaturas dos melhores Vinhos Madeira, conferindo uma sensação permanente de frescura apesar da enorme concentração.

O meio de boca é monumental, revelando uma sucessão praticamente interminável de sabores de frutos secos, mel, caramelo fino, especiarias exóticas, café antigo, citrinos cristalizados e notas minerais.

A textura é simultaneamente untuosa, precisa e incrivelmente elegante.

Apesar da sua idade excecional, o vinho transmite uma energia impressionante, demonstrando porque os grandes Vinhos Madeira figuram entre os vinhos mais longevos do mundo.

O final é absolutamente interminável, prolongando-se durante vários minutos com notas persistentes de noz torrada, mel escuro, casca de citrino, café, especiarias orientais e uma mineralidade salina extremamente sofisticada.

SUGESTÕES
Deve ser servido a uma temperatura de 10º C – 12º C. O H.M. Borges Malmsey Solera 1920 é, acima de tudo, um vinho de contemplação, destinado a ser apreciado lentamente e sem pressa.

A sua raridade histórica e profundidade aromática fazem dele uma experiência sensorial muito para além da gastronomia.

Ainda assim, harmoniza de forma sublime com foie gras, queijos azuis de elevada qualidade, Stilton ou Roquefort, cuja intensidade encontra perfeito equilíbrio na riqueza e acidez do vinho.

No universo das sobremesas, acompanha magistralmente preparações à base de frutos secos, nozes, amêndoas, figos, tâmaras, caramelo e chocolate negro de elevada percentagem de cacau.

Também cria harmonizações memoráveis com doces conventuais portugueses ricos em gema de ovo.

Para muitos apreciadores, este é igualmente um dos raros vinhos capazes de acompanhar um grande charuto premium, onde a profundidade aromática de ambos se complementa sem que nenhum se sobreponha ao outro.

Mais do que um vinho, o H.M. Borges Malmsey Solera 1920 constitui um documento histórico do património vitivinícola da Madeira, representando uma época em que a paciência era o principal ingrediente da produção dos maiores vinhos do mundo.

ENOLOGIA
N/A

TEOR ALCOÓLICO
19.0%

Peso 1 kg
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