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1870 Blandy’s Terrantez Madeira

1870 Blandy’s Terrantez Madeira

1,450.00

1 em stock

A cor apresenta-se num topázio profundo com reflexos âmbar e dourado escuro, quase acobreados, revelando a sua vastíssima idade, mas com um brilho impressionante que apenas os grandes Madeira conseguem preservar mesmo depois de um século e meio. A viscosidade é intensa, formando lágrimas espessas e lentas que denunciam concentração e acidez elevada.

No nariz, o vinho é fascinante, expansivo e de complexidade estratificada, revelando camadas e mais camadas a cada minuto de oxigenação. Surgem de imediato notas de casca de noz, amêndoas tostadas, avelã e nogueira, seguidas por caramelo queimado, melaço, mel de urze e açúcar mascavado.

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Blandy’s Terrantez Madeira 1870

CASTAS
Terrantez

VINIFICAÇÃO
A vinificação deste Blandy’s Terrantez Madeira 1870, típica da Madeira do século XIX, envolve a fermentação parcial das uvas Terrantez antes de ser interrompida pela adição de aguardente vínica neutra, preservando os açúcares naturais e garantindo a longevidade do vinho.

Ao contrário dos processos mais modernos, muitos vinhos deste período eram submetidos a longos períodos de aquecimento natural, seja através do estufagem primitivo ou, mais frequentemente para vinhos de maior nobreza, através de canteiro, onde as pipas repousavam em zonas quentes das adegas, permitindo uma oxidação lenta, progressiva e altamente controlada ao longo de décadas.

A concentração, a extracção e a evolução aromática que este método produz são impossíveis de replicar noutros vinhos do mundo.

É este processo demorado e natural que cria o perfil inconfundível dos Madeiras velhíssimos: secos, vibrantes, intensos, e dotados de uma complexidade quase infinita.

ENVELHECIMENTO
O Blandy’s Terrantez 1870 beneficiou de um estágio absolutamente excepcional, passando muitas décadas em cascos de carvalho sob o método tradicional de canteiro.

Durante mais de cem anos, o vinho permaneceu em barris expostos gradualmente ao calor natural das adegas, permitindo uma oxidação controlada e uma lenta concentração dos açúcares e ácidos.

Este longo envelhecimento confere ao vinho uma estrutura cristalina, uma tensão quase eléctrica e uma profundidade que só os Madeiras de mais de um século conseguem expressar.

A perda por evaporação, a famosa parte dos anjos, concentra ainda mais o vinho, resultando numa acidez cortante, aromas etéreos e um final interminável, marca absoluta dos grandes Terrantez históricos.

Depois de mais de cem anos em casco, o vinho terá sido engarrafado em quantidades extremamente reduzidas, mantendo um frescor impressionante apesar da idade.

NOTAS DE PROVA
A cor apresenta-se num topázio profundo com reflexos âmbar e dourado escuro, quase acobreados, revelando a sua vastíssima idade, mas com um brilho impressionante que apenas os grandes Madeira conseguem preservar mesmo depois de um século e meio.

A viscosidade é intensa, formando lágrimas espessas e lentas que denunciam concentração e acidez elevada. No nariz, o vinho é fascinante, expansivo e de complexidade estratificada, revelando camadas e mais camadas a cada minuto de oxigenação.

Surgem de imediato notas de casca de noz, amêndoas tostadas, avelã e nogueira, seguidas por caramelo queimado, melaço, mel de urze e açúcar mascavado.

A oxidatividade típica do estilo manifesta-se de forma elegante, com nuances de vinagrinho balsâmico, madeira antiga, cedro polido, caixa de charutos e notas resinosas.

Com mais tempo no copo, emergem aromas de laranja cristalizada, limão confitado, tâmaras secas, figos caramelizados, xarope de ácer, especiarias doces e um toque subtil de curry suave.

O bouquet evolui para notas mais profundas: chá preto forte, tabaco doce, caruma de floresta, incenso antigo, verniz fino, resina e bálsamo, entrelaçados com um carácter iodado-marinho, assinatura rara dos Madeiras muito velhos.

A acidez é perceptível até no nariz, trazendo uma frescura pungente que mantém o equilíbrio e impede qualquer traço de cansaço. Na boca, o vinho é simplesmente monumental.

A entrada é viva, penetrante, quase eléctrica, com aquela acidez cortante que só os melhores Terrantez conseguem exibir, criando um contraste extraordinário com a doçura contida e nobre.

O palato revela camadas densas de nozes caramelizadas, casca de cítricos secos, marmelada antiga, mel de castanheiro, especiarias exóticas, vinagrinho balsâmico doce, açúcar queimado, chá preto concentrado, ameixa seca e um toque surpreendente de salinidade fina que prolonga o final.

A textura é simultaneamente oleosa e vibrante, com uma tensão que demonstra como este vinho permaneceu não apenas vivo, mas absolutamente radiante ao longo de 150 anos.

O final é praticamente eterno, deixando no palato ecos de casca de noz, especiarias, madeira antiga, citrinos confitados, notas balsâmicas e uma acidez cristalina que persiste por minutos inteiros.

Trata-se de uma prova transcendental, capaz de deixar qualquer apreciador em silêncio absoluto.

SUGESTÕES
Deve ser servido a uma temperatura de 16º C – 18º C.

Pela sua intensidade e estrutura, este Terrantez 1870 é um vinho que se pode saborear sozinho como vinho de meditação, sendo quase impossível encontrar acompanhamentos que igualem a sua profundidade.

Ainda assim, combina extraordinariamente com queijos de pasta dura envelhecidos (São Jorge velho, Comté 36 meses, Parmigiano Reggiano), sobremesas com nozes, amêndoas ou caramelo escuro, doçaria conventual com especiarias (pão-de-ló queimado, barrigas de freira, morgado de amêndoa).

Combina maravilhosamente bem com charutos clássicos e aromáticos, sobretudo blends elegantes como Cohiba Siglo V, Bolivar Coronas Gigantes ou Hoyo de Monterrey Le Hoyo du Maire.

ENOLOGIA
N/A

TEOR ALCOÓLICO
20.0%

Peso 1 kg
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