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2014 Quinta do Vale Meão Tinto

2014 Quinta do Vale Meão Tinto

285.00

2 em stock

Visualmente, o Quinta do Vale Meão 2014 presenta uma cor rubi muito profunda, praticamente opaca no centro, com reflexos granada de enorme intensidade. Apesar dos anos de evolução, conserva uma impressionante vivacidade cromática que evidencia a concentração da colheita. No nariz revela imediatamente uma enorme precisão aromática.

As primeiras notas recordam cassis, amora silvestre, cereja preta e ameixa madura, acompanhadas por delicados apontamentos florais de violeta e esteva, assinatura clássica dos grandes vinhos do Douro Superior. À medida que o vinho ganha oxigenação surgem sucessivas camadas de grafite, pedra quente, rosmaninho e ervas mediterrânicas, revelando de forma muito clara a influência dos solos xistosos da propriedade.

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Quinta do Vale Meão Tinto 2014

CASTAS
Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Brarroca, Tinta Roriz

VINIFICAÇÃO
O Quinta do Vale Meão Tinto 2014 constitui uma das mais elegantes interpretações do terroir do Douro Superior e confirma a consistência de um dos maiores vinhos portugueses das últimas décadas.

Produzido exclusivamente na histórica Quinta do Vale Meão, propriedade adquirida por Dona Antónia Adelaide Ferreira em 1877, este vinho representa hoje a continuidade de um legado iniciado há quase cento e cinquenta anos e desenvolvido pela família Olazabal com uma filosofia assente na máxima expressão da vinha.

A vindima de 2014 foi marcada por um inverno chuvoso, uma primavera equilibrada e um verão relativamente moderado para os padrões do Douro Superior.

Estas condições permitiram uma maturação lenta e uniforme das uvas, preservando níveis elevados de acidez natural e originando vinhos de enorme precisão aromática.

Embora não tenha produzido vinhos tão exuberantes como 2011 ou 2017, a colheita destacou-se pela elegância, pureza da fruta e extraordinária capacidade de envelhecimento.

Os críticos internacionais classificaram esta colheita como uma das mais refinadas da década.

As uvas tiveram origem exclusivamente nas melhores parcelas da Quinta do Vale Meão, situada junto ao rio Douro, numa das zonas mais quentes e secas do Douro Superior.

Os solos de xisto profundamente fraturados permitem às raízes explorar vários metros de profundidade, garantindo alimentação hídrica mesmo durante os períodos de maior seca estival.

Esta interação entre clima extremo, solos pobres e vinhas maduras traduz-se em bagos pequenos, películas espessas e uma concentração excecional de compostos aromáticos e fenólicos.

Cada parcela da propriedade é acompanhada individualmente durante todo o ciclo vegetativo.

A equipa técnica monitoriza constantemente o estado hídrico, a evolução fenólica e o equilíbrio ácido das uvas, realizando a vindima apenas quando cada casta atinge o seu ponto ideal de maturação.

Esta abordagem parcelar constitui um dos pilares da qualidade do Quinta do Vale Meão. A colheita é realizada integralmente à mão, em pequenas caixas, minimizando qualquer dano na fruta.

À chegada à adega, os cachos passam por uma rigorosa mesa de escolha onde apenas as uvas em perfeito estado sanitário seguem para vinificação.

Após desengace completo, as uvas são encaminhadas para lagares tradicionais de granito, onde parte da pisa continua a ser efetuada manualmente.

Esta técnica histórica permite uma extração extremamente delicada dos compostos fenólicos, preservando a elegância dos taninos e evitando qualquer excesso de rusticidade.

A fermentação prossegue em cubas de aço inoxidável com temperatura rigorosamente controlada, permitindo conservar toda a expressão aromática das castas.

A fermentação malolática realiza-se parcialmente em barricas, contribuindo para uma integração mais harmoniosa entre fruta, acidez e estrutura.

Todo o processo procura refletir fielmente o caráter da propriedade, privilegiando equilíbrio, profundidade e longevidade em detrimento da potência imediata.

ENVELHECIMENTO
Terminada a fermentação malolática, o vinho inicia um estágio de aproximadamente 16 meses em barricas de carvalho francês de 225 litros.

Na colheita de 2014, a equipa técnica reduziu deliberadamente a percentagem de barricas novas para cerca de 65%, utilizando os restantes 35% em barricas de segundo ano.

Esta decisão permitiu uma integração ainda mais elegante da madeira, favorecendo a expressão do terroir e da fruta.

Durante este período ocorre uma lenta micro-oxigenação que estabiliza naturalmente a cor e promove a polimerização gradual dos taninos, conferindo-lhes uma textura extremamente sedosa.

Simultaneamente, o vinho incorpora discretas notas de cedro, baunilha, cacau e especiarias doces provenientes do carvalho francês, sem nunca comprometer a identidade mineral do Douro Superior.

Cada barrica é provada repetidamente pela equipa de enologia. O lote definitivo resulta da seleção das barricas que melhor expressam o estilo clássico da Quinta do Vale Meão.

Esta seleção rigorosa constitui uma das principais razões da consistência qualitativa do vinho ao longo das diferentes colheitas.

Depois do estágio em madeira, o vinho é engarrafado e permanece ainda um período adicional em cave antes da comercialização.

Esta fase permite uma integração completa entre fruta, madeira e estrutura tânica, garantindo que o vinho chega ao mercado já com um elevado nível de harmonia.

Após mais de uma década de evolução em garrafa, o Quinta do Vale Meão 2014 começa agora a revelar os primeiros aromas terciários, mantendo simultaneamente uma notável juventude.

A fruta permanece vibrante, os taninos continuam firmes mas extremamente refinados, e a acidez sustenta toda a estrutura.

Trata-se de um vinho que poderá continuar a evoluir favoravelmente durante mais vinte ou trinta anos quando conservado em condições ideais.

NOTAS DE PROVA
Visualmente, o Quinta do Vale Meão 2014 presenta uma cor rubi muito profunda, praticamente opaca no centro, com reflexos granada de enorme intensidade.

Apesar dos anos de evolução, conserva uma impressionante vivacidade cromática que evidencia a concentração da colheita. No nariz revela imediatamente uma enorme precisão aromática.

As primeiras notas recordam cassis, amora silvestre, cereja preta e ameixa madura, acompanhadas por delicados apontamentos florais de violeta e esteva, assinatura clássica dos grandes vinhos do Douro Superior.

À medida que o vinho ganha oxigenação surgem sucessivas camadas de grafite, pedra quente, rosmaninho e ervas mediterrânicas, revelando de forma muito clara a influência dos solos xistosos da propriedade.

Esta componente mineral acrescenta profundidade e elegância ao conjunto.

O estágio em barrica encontra-se exemplarmente integrado, oferecendo notas de cedro, caixa de charutos, baunilha, chocolate negro, café torrado e ligeiras nuances fumadas, sempre subordinadas à pureza da fruta.

Com maior contacto com o oxigénio desenvolvem-se aromas terciários de couro fino, tabaco nobre, folhas secas, trufa, bosque húmido e especiarias como pimenta preta, noz-moscada e cravinho.

A complexidade aumenta continuamente no copo, demonstrando um enorme potencial evolutivo. Na boca apresenta uma entrada ampla, poderosa e simultaneamente muito elegante.

A textura impressiona pela cremosidade, enquanto a acidez vibrante percorre toda a prova, conferindo precisão e enorme sensação de frescura.

O meio de boca revela taninos densos, extremamente finos e perfeitamente maduros. Os sabores sucedem-se entre fruta preta madura, chocolate negro, grafite, cedro, especiarias doces e delicadas notas minerais.

A integração entre todos os elementos é absolutamente exemplar. O vinho combina concentração, profundidade e frescura de forma rara, sem qualquer excesso de álcool ou madeira.

A elegância prevalece constantemente sobre a potência. O final é extraordinariamente longo e sofisticado.

Permanecem durante largos minutos notas de cassis, chocolate amargo, cedro, grafite, especiarias finas e uma impressionante mineralidade que prolonga indefinidamente a experiência de prova.

Robert Parker destacou precisamente o equilíbrio entre fruta, estrutura e utilização mais contida da madeira nesta colheita, considerando-a um vinho de grande longevidade.

SUGESTÕES
Deve ser servido a uma temperatura de 14ºC – 16ºC. O Quinta do Vale Meão Tinto 2014 é um vinho de elevada gastronomia e merece pratos de igual nobreza.

Acompanha de forma magistral costeletão maturado, lombo de novilho, vazia grelhada, entrecôte e outras carnes vermelhas de elevada qualidade, cuja riqueza proteica integra perfeitamente os taninos do vinho.

Revela igualmente enorme afinidade com cabrito assado lentamente, borrego no forno, javali estufado, veado e outras carnes de caça preparadas com cogumelos silvestres, ervas aromáticas e reduções vínicas.

Entre os queijos, harmoniza de forma notável com Serra da Estrela curado, Manchego velho, Comté envelhecido, Parmigiano Reggiano de longa cura e outros queijos de pasta dura.

Para uma garrafa desta idade recomenda-se colocá-la na posição vertical durante pelo menos vinte e quatro horas antes da abertura.

Uma decantação entre uma e duas horas permitirá separar eventuais depósitos naturais e potenciar toda a riqueza aromática.

ENOLOGIA
Francisco Olazabal

TEOR ALCOÓLICO
14.5%

Peso 1 kg
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