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1994 Cartuxa Reserva Tinto

1994 Cartuxa Reserva Tinto

79.00

1 em stock

O Cartuxa Reserva Tinto 1994 apresenta uma cor rubi profunda com reflexos acastanhados, revelando a sua idade, mas mantendo ainda um núcleo vivo e luminoso.

No nariz, o vinho abre com uma complexidade arrebatadora: notas de ameixa preta seca, figo, cereja madura e frutos do bosque evoluídos surgem em camadas sucessivas, envoltas em tons terrosos e subtis sugestões de caça, couro fino e tabaco.

As notas de evolução são ricas e elegantes, revelando aromas de trufa negra, cogumelos silvestres, caixa de charutos e sous-bois, que se entrelaçam com nuances balsâmicas e especiadas, cravinho, pimenta-preta suavizada e uma resina delicada que confere frescura ao conjunto.

À medida que o vinho respira, revelam-se aromas mais profundos de cacau amargo, café torrado, ervas secas e um toque muito característico de alcaçuz e grafite, conferindo-lhe uma dimensão mineral rara num tinto alentejano.

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CASTAS
Alicante Bouschet, Aragonez, Trincadeira

VINIFICAÇÃO
A vinificação do Cartuxa Reserva 1994 segue métodos tradicionais, mas com uma precisão rigorosa que caracteriza a Fundação Eugénio de Almeida. As uvas são colhidas manualmente, com selecção criteriosa para garantir que apenas os cachos em perfeito estado sanitário entram na adega.

A fermentação decorre em depósitos de aço inox ou lagares, com controlo de temperatura e remontagens periódicas, assegurando uma extracção equilibrada da cor, dos aromas e dos taninos. Preserva-se a integridade da fruta, evitando extracções agressivas, para que o vinho mantenha a sua elegância natural.

Após a fermentação alcoólica, dá-se a fermentação maloláctica, essencial para conferir maior cremosidade ao vinho e garantir a sua estabilidade para um estágio prolongado. A filosofia de vinificação do Cartuxa assenta no respeito pelo perfil das castas, privilegiando a pureza aromática e a harmonia estrutural.

ENVELHECIMENTO
O Cartuxa Reserva 1994 estagiou longamente em barricas de carvalho francês e, em menor proporção, carvalho americano, normalmente entre 12 e 18 meses, embora a duração exacta possa variar consoante a avaliação anual dos enólogos.

Este período permite uma evolução lenta e controlada dos taninos, proporcionando ao vinho uma textura sedosa, uma profundidade aromática crescente e uma complexidade de grande classe.

O contacto com a madeira favorece o desenvolvimento de notas de baunilha, torrefacção, especiarias e cacau, ao mesmo tempo que ajuda a integrar e estabilizar o vinho para uma vida longa em garrafa.

Após o estágio em barrica, o vinho repousa mais alguns anos em garrafa antes de ser lançado no mercado, garantindo uma expressividade plena e um equilíbrio impossível de obter em vinhos mais jovens.

Em 1994, este processo resultou num tinto de rara harmonia e capacidade de envelhecimento.

NOTAS DE PROVA
O Cartuxa Reserva Tinto 1994 apresenta uma cor rubi profunda com reflexos acastanhados, revelando a sua idade, mas mantendo ainda um núcleo vivo e luminoso.

No nariz, o vinho abre com uma complexidade arrebatadora: notas de ameixa preta seca, figo, cereja madura e frutos do bosque evoluídos surgem em camadas sucessivas, envoltas em tons terrosos e subtis sugestões de caça, couro fino e tabaco.

As notas de evolução são ricas e elegantes, revelando aromas de trufa negra, cogumelos silvestres, caixa de charutos e sous-bois, que se entrelaçam com nuances balsâmicas e especiadas, cravinho, pimenta-preta suavizada e uma resina delicada que confere frescura ao conjunto.

À medida que o vinho respira, revelam-se aromas mais profundos de cacau amargo, café torrado, ervas secas e um toque muito característico de alcaçuz e grafite, conferindo-lhe uma dimensão mineral rara num tinto alentejano.

Na boca, o vinho demonstra toda a elegância e poder da grande escola alentejana: entrada ampla, redonda e envolvente, com uma textura sedosa mas firme, marcada por taninos finos e completamente integrados.

A acidez, ainda surpreendentemente viva para a idade, sustenta o corpo com frescura e precisão, permitindo que a fruta, agora mais próxima de compotas finas, ameixa passa e mirtilo desidratado, se expresse com profundidade e equilíbrio.

As notas de especiaria doce, cacau, cedro envelhecido, fumo delicado e ervas aromáticas persistem no meio de boca, dando origem a uma complexidade cativante.

O final é extraordinariamente longo, persistente, harmónico, com ecos de balsâmicos, terra húmida, ameixa negra e um toque subtil de mineralidade ferrosa que caracteriza alguns dos melhores vinhos da Fundação Eugénio de Almeida. Um vinho verdadeiramente majestoso, pleno de história, emoção e identidade.

SUGESTÕES
Deve ser servido a uma temperatura de 16º C – 18º C. Este vinho harmoniza na perfeição com pratos robustos e tradicionais, especialmente os de inspiração alentejana. Migas com carne de porco, ensopado de borrego, javali estufado, perdiz de escabeche ou cabrito assado são combinações ideais.

Pratos de carne maturada, guisados longos, estufados aromáticos e receitas com cogumelos silvestres também se revelam excelentes escolhas. Queijos de pasta dura bem curados, como o Serpa velho, o Azeitão curado ou queijos ibéricos de intensidade média, complementam admiravelmente a complexidade do vinho.

ENOLOGIA
N/A

TEOR ALCOÓLICO
12.5%

Peso 1 kg
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