CASTAS
Alicante Bouschet, Aragonez, Trincadeira
VINIFICAÇÃO
N/A
ENVELHECIMENTO
N/A
NOTAS DE PROVA
Este Cartuxa Colheita Tinto 1986 apresenta uma cor granada profunda com reflexos atijolados, revelando a sua longa evolução em garrafa. No nariz, abre com um bouquet complexo e maduro, onde se destacam notas de fruta preta em compota, como ameixa e amora, entrelaçadas com apontamentos de figo seco e cereja em licor.
Com a oxigenação, surgem nuances subtis de especiarias doces, como canela e noz-moscada, toques de tabaco, couro macio e um delicado traço terroso que evoca a folha seca e a floresta de outono. Na boca, mantém uma elegância notável, com taninos sedosos e perfeitamente integrados, sustentados por uma acidez equilibrada que traz frescura e prolonga a prova.
A textura é aveludada, deixando espaço para que a complexidade aromática se expresse em camadas sucessivas, culminando num final longo e harmonioso, onde persistem as notas de fruta madura, especiarias e um leve toque balsâmico. Trata-se de um vinho que reflete a tradição e a sofisticação da Cartuxa, mostrando todo o potencial de envelhecimento das castas clássicas do Alentejo.
SUGESTÕES
Deve ser servido a uma temperatura de 16º C – 18º C. O Cartuxa Colheita 1986 Tinto, pela sua estrutura polida e complexidade aromática adquirida ao longo de décadas, harmoniza de forma sublime com pratos de sabores intensos e texturas ricas, capazes de acompanhar a profundidade do vinho sem o sobrepor.
Entre as melhores combinações estão as carnes de caça de pelo, como veado, javali ou perdiz, preparadas em estufados lentos com ervas aromáticas, ou assadas no forno com redução de vinho tinto. Também se revela excelente com carnes vermelhas maturadas, como um lombo de novilho ou um costeletão grelhado, especialmente se acompanhados de molhos à base de cogumelos silvestres ou frutos pretos, que dialogam com as notas licoradas e terrosas do vinho.
Pratos tradicionais alentejanos, como o ensopado de borrego, a perdiz estufada ou o cabrito assado, reforçam o carácter regional e a identidade vínica desta colheita. Nos queijos, é parceiro ideal para curados e intensos, como Queijo da Serra bem curado, Serpa velho ou Azeitão em estágio avançado, cuja untuosidade e salinidade equilibram os taninos macios e a acidez elegante.
Para uma abordagem mais contemporânea, pode acompanhar receitas de cozinha mediterrânica ou gourmet que integrem especiarias suaves, legumes assados e redução de vinho, ampliando a experiência sensorial e realçando a sofisticação deste clássico alentejano.
ENOLOGIA
Pedro Baptista, Francisco Colaço do Rosário
TEOR ALCOÓLICO
13.5%




