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1968 Niepoort Colheita Port

1968 Niepoort Colheita Port

250.00

1 em stock

O Niepoort Colheita 1968 apresenta uma tonalidade âmbar profunda com reflexos acastanhados e avermelhados, evidenciando a longa permanência em madeira e a evolução majestosa que só o tempo concede. A borda do copo mostra-se mais clara, com um halo dourado-luminoso que antecipa delicadeza, riqueza e longevidade.

No nariz, o vinho revela um bouquet de enorme complexidade, que se abre lenta e graciosamente. As primeiras notas remetem para frutos secos nobres, noz, amêndoa torrada, avelã e figo seco, acompanhadas por nuances de tâmaras cristalizadas e passas brancas.

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CASTAS
Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Amarela, Tinta Barroca

VINIFICAÇÃO
A vinificação deste Niepoort Colheita 1968 seguiu o método clássico dos vinhos do Porto, começando por uma fermentação curta mas intensa, tradicionalmente realizada em lagares com pisa a pé.

Este processo permite extracções firmes, rápidas e controladas, preservando a pureza da fruta e garantindo uma riqueza polifenólica equilibrada.

A fermentação foi interrompida com a adição de aguardente vínica de grande qualidade, preservando assim os açúcares naturais da uva e conferindo ao vinho o seu carácter fortificado.

O equilíbrio entre fruta, álcool e estrutura, desde logo conseguido, é o alicerce que permite que um vinho deste tipo atravesse várias décadas de envelhecimento sem perder frescura nem definição.

ENVELHECIMENTO
Este colheita estagiou durante mais de quatro décadas em pipas de carvalho de grande porte, ambiente em que a oxidação gradual e controlada permitiu ao vinho desenvolver uma profundidade aromática extraordinária.

O estágio em madeira velha, característica essencial na abordagem da Niepoort, favorece uma evolução lenta e harmoniosa, resultando em camadas complexas de frutos secos, especiarias quentes, notas empireumáticas e nuances balsâmicas.

O contacto prolongado com o oxigénio, de forma moderada, intensifica a concentração, suaviza a estrutura e transforma a fruta inicial em expressões mais maduras, elegantes e intrincadas.

O resultado é um vinho que transporta consigo mais de meio século de história, revelado a cada aroma e a cada textura.

NOTAS DE PROVA
O Niepoort Colheita 1968 apresenta uma tonalidade âmbar profunda com reflexos acastanhados e avermelhados, evidenciando a longa permanência em madeira e a evolução majestosa que só o tempo concede. A borda do copo mostra-se mais clara, com um halo dourado-luminoso que antecipa delicadeza, riqueza e longevidade.

No nariz, o vinho revela um bouquet de enorme complexidade, que se abre lenta e graciosamente. As primeiras notas remetem para frutos secos nobres, noz, amêndoa torrada, avelã e figo seco, acompanhadas por nuances de tâmaras cristalizadas e passas brancas.

A estas notas juntam-se aromas de casca de laranja confitada, frutos cristalizados e maçapão, que conferem um lado doce mas elegante. Pouco depois, surgem camadas profundas de especiarias quentes, como canela, noz-moscada, pimenta-da-jamaica e um toque subtil de gengibre seco.

Com mais oxigenação, o vinho revela dimensões aromáticas adicionais: notas de caramelo de manteiga, toffee salgado, melaço e madeira polida, cruzando-se com apontamentos balsâmicos de bálsamo-resina, eucalipto, cedro e ligeiros ecos fumados. Há ainda sugestões empireumáticas de cacau, chocolate negro e café suave, que se integram com notável precisão.

O nariz, por si só, é uma viagem sensorial de profundidade rara, onde cada inspiração revela mais detalhe, mais textura aromática e mais história.

Na boca, o vinho demonstra volume, amplitude e uma textura quase cremosa, envolvente e sedosa. A entrada é doce mas equilibrada, com intensidade de figo seco, alperce desidratado, laranja amarga confitada, mel escuro e frutos secos tostados.

Segue-se uma evolução complexa que combina acidez vibrante, surpreendentemente fresca para um vinho com mais de cinco décadas, com uma densidade rica e aveludada. A integração entre doçura, álcool e acidez é absolutamente exemplar.

A meio de boca surgem notas de caramelo queimado, açúcar mascavado, cacau amargo, chá preto, ervas aromáticas e uma mineralidade subtil que aporta frescura.

A longevidade em madeira deixa a sua marca em nuances de verniz fino, especiarias e madeira antiga, sem nunca se tornar dominante. A textura é firme mas elegante, prolongada mas delicada, com uma persistência impressionante.

O final é muito longo, quase interminável, permanecendo no palato sabores de frutos secos, casca de laranja, cacau, especiarias e um toque suave de balsâmico e madeira antiga. Há uma sensação quente, harmoniosa e profundamente contemplativa, típica dos grandes colheitas Niepoort.

Cada gole confirma que este é um vinho que ultrapassa o domínio sensorial, é uma expressão líquida do tempo.

SUGESTÕES
Deve ser servido a uma temperatura de 14ºC – 16ºC. O Niepoort Colheita 1968 harmoniza maravilhosamente com sobremesas à base de frutos secos, tartes de amêndoa, pudins de caramelo, bolo de noz, pão-de-ló tradicional, sobremesas com laranja amarga e chocolates com elevado teor de cacau.

Também se presta a combinações com queijos intensos e curados, como Stilton, Roquefort, Gorgonzola ou Serra da Estrela velho. Para os apreciadores, pode ainda ser servido sozinho, como vinho meditativo, em momentos de contemplação ou celebração, talvez a forma mais pura de apreciar a sua profundidade.

ENOLOGIA
Eduard Marius Niepoort

TEOR ALCOÓLICO
20.0%

Peso 1 kg
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