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2007 Torre do Esporao

2007 Torre do Esporao

450.00

1 em stock

Visualmente, o Torre do Esporao 2007 apresenta uma cor granada muito profunda, quase opaca no centro, com reflexos rubi e ligeiras nuances granada nas margens, testemunhando uma evolução lenta e extremamente elegante. No nariz revela desde o primeiro momento uma impressionante profundidade aromática. As primeiras notas recordam amora silvestre, ameixa preta, cereja negra e cassis, formando um núcleo frutado intenso, puro e muito preciso.

À medida que o vinho ganha contacto com o oxigénio surgem elegantes aromas florais de violeta e esteva, acompanhados por grafite, pedra molhada e delicadas notas minerais que conferem enorme sofisticação ao conjunto. O prolongado estágio em barrica acrescenta aromas perfeitamente integrados de cedro, caixa de charutos, café torrado, chocolate negro, cacau, baunilha e especiarias doces.

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Torre do Esporao 2007

CASTAS
Alicante Bouschet, Aragonez, Touriga Nacional, Syrah

VINIFICAÇÃO
O Torre do Esporão 2007 representa o expoente máximo da produção vínica da Herdade do Esporão e figura entre os mais prestigiados vinhos portugueses do século XXI.

Produzido apenas em anos considerados excecionais, este vinho nasce da combinação entre as melhores parcelas da propriedade, uma seleção extremamente rigorosa de uvas e uma filosofia enológica que privilegia a longevidade acima de qualquer outra característica.

Criado pela primeira vez em 1990, o Torre do Esporão pretende traduzir, em cada colheita, a personalidade única do ano vitícola.

Não existe uma receita fixa nem uma composição obrigatória de castas; o lote varia em função da qualidade das uvas produzidas em cada vindima.

Esta liberdade permite aos enólogos selecionar apenas as parcelas que melhor exprimem o potencial do terroir da Herdade do Esporão, resultando em vinhos profundamente distintos entre si, mas sempre fiéis ao estilo clássico da casa.

A colheita de 2007 é considerada uma das melhores da década no Alentejo. O inverno proporcionou boas reservas de água no solo e a primavera foi invulgarmente fresca, favorecendo um desenvolvimento vegetativo lento e equilibrado.

Durante o verão não ocorreram ondas de calor extremas e a maturação decorreu de forma gradual, preservando elevados níveis de acidez natural e permitindo uma evolução aromática particularmente refinada.

As temperaturas moderadas durante a vindima contribuíram igualmente para uma excelente preservação dos aromas e para uma maturação fenólica completa.

As vinhas utilizadas apresentam uma idade média próxima dos vinte anos e encontram-se implantadas sobre solos graníticos de transição para xisto, com textura franco-argilosa.

Esta geologia oferece um excelente equilíbrio entre drenagem e retenção hídrica, permitindo às videiras enfrentar os períodos mais quentes do verão alentejano sem perder frescura ou equilíbrio.

Cada casta foi vindimada separadamente e apenas durante as primeiras horas da manhã, de forma a preservar a integridade aromática da fruta.

À chegada à adega, os cachos foram desengaçados e submetidos a um esmagamento muito suave antes da fermentação.

A fermentação alcoólica decorreu em lagares com temperatura rigorosamente controlada entre 22 ºC e 25 ºC, permitindo uma extração gradual da cor, dos aromas e dos taninos.

Terminada a fermentação, procedeu-se à prensagem e, posteriormente, à fermentação malolática diretamente em barricas, contribuindo desde cedo para uma integração perfeita entre fruta e madeira.

Todo o processo foi conduzido com o objetivo de privilegiar profundidade, elegância e enorme capacidade de envelhecimento.

ENVELHECIMENTO
Concluída a fermentação malolática, o Torre do Esporão 2007 iniciou um estágio de 18 meses em barricas novas de carvalho, cuidadosamente selecionadas para favorecer uma evolução lenta e extremamente precisa do vinho.

Ao contrário de muitos vinhos onde a madeira assume um papel dominante, neste vinho o objetivo consistiu em utilizar o carvalho como um elemento estruturante.

Durante este longo período de estágio ocorreu uma micro-oxigenação contínua que estabilizou naturalmente a cor, refinou a estrutura tânica e promoveu uma integração gradual entre fruta, álcool e acidez.

As barricas acrescentaram discretas notas de cedro, cacau, café torrado, baunilha e especiarias doces, preservando sempre o protagonismo da fruta e da mineralidade proveniente das vinhas da Herdade do Esporão.

Ao longo dos dezoito meses, cada barrica foi provada regularmente pelos enólogos David Baverstock e Luís Patrão.

Apenas os lotes que demonstraram uma evolução irrepreensível integraram o vinho final, mantendo o elevadíssimo nível de exigência que caracteriza esta referência.

Após o engarrafamento, em junho de 2009, o vinho permaneceu ainda três anos em estágio em garrafa antes da sua comercialização.

Este longo repouso permitiu uma integração completa entre todas as componentes estruturais, garantindo que o Torre do Esporão chegasse ao mercado já com um elevado nível de harmonia, mas conservando um enorme potencial de evolução.

Mais de quinze anos após a vindima, o Torre do Esporão 2007 encontra-se numa fase magnífica da sua evolução.

A fruta permanece surpreendentemente viva, enquanto os aromas terciários começam a assumir um papel cada vez mais importante.

Os taninos encontram-se perfeitamente polidos, mas continuam suficientemente firmes para assegurar uma evolução positiva durante muitos anos.

Garrafas conservadas em condições ideais poderão continuar a evoluir favoravelmente durante duas ou três décadas.

NOTAS DE PROVA
Visualmente, o Torre do Esporao 2007 apresenta uma cor granada muito profunda, quase opaca no centro, com reflexos rubi e ligeiras nuances granada nas margens, testemunhando uma evolução lenta e extremamente elegante. No nariz revela desde o primeiro momento uma impressionante profundidade aromática.

As primeiras notas recordam amora silvestre, ameixa preta, cereja negra e cassis, formando um núcleo frutado intenso, puro e muito preciso.

À medida que o vinho ganha contacto com o oxigénio surgem elegantes aromas florais de violeta e esteva, acompanhados por grafite, pedra molhada e delicadas notas minerais que conferem enorme sofisticação ao conjunto.

O prolongado estágio em barrica acrescenta aromas perfeitamente integrados de cedro, caixa de charutos, café torrado, chocolate negro, cacau, baunilha e especiarias doces.

Com maior oxigenação aparecem notas de tabaco fino, couro nobre, trufa negra, bosque húmido, alcaçuz e ligeiros apontamentos balsâmicos.

Na boca apresenta uma entrada poderosa, compacta e extremamente elegante. A textura impressiona pela densidade, mas nunca transmite qualquer sensação de excesso.

A acidez permanece vibrante, sustentando toda a estrutura e conferindo enorme frescura. O meio de boca revela taninos muito finos, densos e perfeitamente maduros.

Os sabores sucedem-se entre fruta preta madura, chocolate amargo, café, cedro, especiarias orientais, grafite e delicadas notas minerais, formando um conjunto de enorme precisão.

Apesar da concentração impressionante, o vinho transmite uma sensação permanente de equilíbrio e elegância. A fruta continua a dominar, enquanto a madeira surge apenas como elemento de suporte estrutural.

O final é extraordinariamente longo, persistente e sofisticado.

Permanecem durante largos minutos notas de cassis, amora, grafite, chocolate negro, café torrado, tabaco e especiarias finas, terminando com uma frescura notável que confirma o extraordinário potencial de guarda desta colheita.

Os próprios enólogos descrevem este vinho como compacto, musculado, de excelente estrutura tânica e final longo marcado por grafite e grande carácter.

SUGESTÕES
Deve ser servido a uma temperatura de 16º C – 18º C. O Torre do Esporão 2007 é um vinho de elevada gastronomia e merece pratos de grande profundidade e sofisticação.

Harmoniza de forma excecional com costeletão maturado, lombo de novilho, vazia grelhada, wagyu, entrecôte e outras carnes vermelhas de elevada qualidade.

A estrutura do vinho integra-se perfeitamente com a riqueza proteica destas carnes, revelando toda a elegância dos seus taninos.

É igualmente magnífico com pratos de caça como veado, javali, pombo bravo ou perdiz, especialmente quando preparados com cogumelos silvestres, trufa negra, ervas aromáticas ou reduções vínicas.

Na cozinha tradicional portuguesa acompanha soberbamente cabrito assado em forno de lenha, borrego lentamente assado, arroz de pato, arroz de lebre e pratos de confecção lenta onde predominam sabores intensos e texturas ricas.

Entre os queijos, revela excelente afinidade com Serra da Estrela curado, queijo de Nisa, Manchego velho, Comté envelhecido e Parmigiano Reggiano de longa cura.

Atendendo à idade da colheita, recomenda-se colocar a garrafa na posição vertical durante vinte e quatro horas antes da abertura.

Uma decantação entre uma e duas horas permitirá eliminar os depósitos naturais e favorecer toda a evolução aromática.

ENOLOGIA
David Baverstock/Luís Patrão

TEOR ALCOÓLICO
14.5%

Peso 1 kg
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