/
/
/
2005 Quinta do Vale Meão Tinto

2005 Quinta do Vale Meão Tinto

285.00

1 em stock

Visualmente, o Quinta do Vale Meão Tinto 2005 apresenta uma cor granada muito profunda, ainda bastante concentrada, com ligeiros reflexos rubi nas margens que testemunham uma evolução lenta e extremamente saudável. No nariz revela imediatamente uma enorme intensidade aromática. As primeiras notas remetem para cassis, amora silvestre, ameixa preta, cereja madura e mirtilo, formando um conjunto extremamente puro e elegante.

À medida que o vinho respira, desenvolvem-se sucessivas camadas aromáticas onde surgem violetas, esteva, grafite, pedra molhada e delicadas notas minerais características dos grandes vinhos do Douro Superior. O estágio em barrica encontra-se perfeitamente integrado, oferecendo discretas sugestões de chocolate negro, café torrado, cedro, baunilha, caixa de charutos e especiarias finas.

1 em stock

Partilhar

Quinta do Vale Meão Tinto 2005

CASTAS
Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Brarroca, Tinta Roriz

VINIFICAÇÃO
O Quinta do Vale Meão 2005 é uma das maiores referências da moderna enologia portuguesa e um dos vinhos que melhor traduz o potencial do Douro Superior para a produção de grandes vinhos de guarda.

Produzido pela família Olazabal, descendente direta de Dona Antónia Adelaide Ferreira, este vinho nasce na histórica Quinta do Vale Meão, propriedade adquirida pela “Ferreirinha” em 1877 e considerada uma das mais emblemáticas do Douro.

A colheita de 2005 caracterizou-se por um ciclo vegetativo relativamente seco, permitindo uma excelente sanidade das uvas e uma maturação muito equilibrada.

As amplitudes térmicas entre dias quentes e noites frescas favoreceram uma acumulação lenta de compostos aromáticos, preservando simultaneamente uma acidez natural muito importante para a longevidade do vinho.

O resultado foi uma vindima de enorme concentração, marcada por fruta madura, taninos sólidos e excelente equilíbrio. A crítica internacional destacou precisamente a extraordinária estrutura e potencial de envelhecimento desta colheita.

As uvas provêm exclusivamente das vinhas da Quinta do Vale Meão, implantadas em solos xistosos muito pobres, onde as videiras são obrigadas a desenvolver raízes profundas para encontrar água e nutrientes.

Estes solos conferem aos vinhos uma mineralidade muito própria e uma extraordinária precisão estrutural. Cada casta é vindimada separadamente, apenas quando atinge o seu ponto ótimo de maturação.

A seleção inicia-se ainda na vinha e prossegue na adega, onde apenas os cachos em perfeito estado sanitário são utilizados. Após o desengace e esmagamento, as uvas sofrem um choque térmico destinado a preservar toda a riqueza aromática.

Segue-se a tradicional pisa a pé durante cerca de quatro horas em lagares de granito, método que permite uma extração muito delicada da cor e dos taninos.

Posteriormente, o mosto é transferido para pequenas cubas de fermentação com rigoroso controlo de temperatura.

Aproximadamente 10% do vinho fermentou com engaço, opção que acrescenta frescura, complexidade aromática e maior capacidade de envelhecimento.

Todas as castas são vinificadas individualmente, sendo o lote apenas definido pouco antes do engarrafamento.

A filosofia de Francisco Olazabal assenta numa intervenção mínima durante todo o processo de vinificação, procurando preservar integralmente a identidade do terroir e das castas tradicionais do Douro.

ENVELHECIMENTO
Concluída a fermentação malolática, o vinho iniciou um estágio prolongado em barricas de 225 litros de carvalho francês, permanecendo cerca de 16 meses em madeira.

Foram utilizadas aproximadamente 45% de barricas novas e 55% de barricas de segundo ano, uma escolha que permite beneficiar da micro-oxigenação proporcionada pela madeira sem mascarar a pureza aromática da fruta.

Durante este período, o vinho foi sujeito a sucessivas provas e acompanhamentos por parte da equipa de enologia.

A lenta evolução em barrica permitiu estabilizar naturalmente a cor, promover a polimerização dos taninos e integrar perfeitamente fruta, madeira e estrutura.

O carvalho contribuiu discretamente com notas de cedro, cacau, café torrado, baunilha e especiarias doces, mantendo sempre o protagonismo da fruta e da mineralidade típica da Quinta do Vale Meão.

Após o engarrafamento, o vinho permaneceu ainda vários meses em cave antes da comercialização, iniciando depois uma longa evolução em garrafa.

Atualmente, quase duas décadas após a vindima, o Quinta do Vale Meão 2005 encontra-se numa fase magnífica da sua evolução.

A fruta continua surpreendentemente viva, enquanto os aromas terciários começam a assumir maior protagonismo, revelando uma enorme sofisticação.

A sua estrutura tânica, a excelente acidez e a extraordinária concentração permitem prever uma longevidade superior a trinta anos quando conservado em condições ideais.

Roger Voss destacou precisamente que se trata de um vinho construído para envelhecer, cuja fruta ganhará ainda maior opulência com o tempo.

NOTAS DE PROVA
Visualmente, o Quinta do Vale Meão Tinto 2005 apresenta uma cor granada muito profunda, ainda bastante concentrada, com ligeiros reflexos rubi nas margens que testemunham uma evolução lenta e extremamente saudável.

No nariz revela imediatamente uma enorme intensidade aromática. As primeiras notas remetem para cassis, amora silvestre, ameixa preta, cereja madura e mirtilo, formando um conjunto extremamente puro e elegante.

À medida que o vinho respira, desenvolvem-se sucessivas camadas aromáticas onde surgem violetas, esteva, grafite, pedra molhada e delicadas notas minerais características dos grandes vinhos do Douro Superior.

O estágio em barrica encontra-se perfeitamente integrado, oferecendo discretas sugestões de chocolate negro, café torrado, cedro, baunilha, caixa de charutos e especiarias finas.

Com maior oxigenação aparecem aromas terciários de tabaco envelhecido, couro nobre, trufa negra, bosque húmido, alcaçuz, resinas balsâmicas e ligeiras notas fumadas que acrescentam enorme profundidade.

Na boca impressiona pela combinação entre potência e elegância. A entrada é ampla, profunda e extremamente precisa.

A fruta negra madura domina inicialmente o palato, sendo rapidamente sustentada por uma acidez vibrante que percorre toda a prova.

O meio de boca apresenta taninos densos, finíssimos e perfeitamente maduros, formando uma textura simultaneamente firme e sedosa.

Os sabores evoluem entre fruta preta madura, chocolate amargo, café, grafite, especiarias orientais, ervas mediterrânicas e delicadas notas minerais.

Apesar da concentração impressionante, o vinho nunca transmite excesso de peso. Existe uma extraordinária sensação de equilíbrio entre fruta, álcool, madeira, taninos e frescura.

O final é muito longo, elegante e profundamente persistente. Permanecem durante largos minutos notas de cassis, amora, chocolate negro, cedro, grafite, chá preto, especiarias e um delicado carácter mineral que prolonga indefinidamente a prova.

A crítica internacional descreveu esta colheita como poderosa, densa, marcada por fruta negra intensa, taninos dominantes mas equilibrados por excelente acidez e enorme potencial de envelhecimento.

SUGESTÕES
Deve ser servido a uma temperatura de 14ºC – 16ºC. O Quinta do Vale Meão 2005 é um vinho de elevada gastronomia, exigindo pratos ricos em sabor e estrutura.

Harmoniza de forma excecional com costeletão maturado, wagyu grelhado, lombo de novilho, vazia maturada e outras carnes vermelhas de elevada qualidade, cuja riqueza proteica permite revelar toda a elegância dos seus taninos.

É igualmente magnífico com caça de pelo e de pena, como veado, javali, pombo bravo, perdiz ou lebre, sobretudo quando acompanhados por cogumelos silvestres, trufa negra, ervas aromáticas ou molhos vínicos.

Na gastronomia portuguesa acompanha de forma soberba cabrito assado em forno de lenha, borrego lentamente assado, arroz de pato, arroz de lebre ou pratos tradicionais de confecção lenta.

Entre os queijos, harmoniza particularmente bem com Serra da Estrela curado, queijo de ovelha amanteigado de longa cura, Comté envelhecido, Manchego velho e Parmigiano Reggiano.

Sendo um vinho já com significativa evolução, recomenda-se colocar a garrafa na posição vertical durante vinte e quatro horas antes da abertura.

Uma decantação entre uma e duas horas permitirá eliminar os depósitos naturais e favorecer toda a expressão aromática.

ENOLOGIA
Francisco Olazabal

TEOR ALCOÓLICO
14.5%

Peso 1 kg
SIGA-NOS.

Acompanhe as nossas redes sociais para ficar a par de todas as novidades.

NEWSLETTER

Subscreva e não perca os grandes vinhos que temos para si.