CASTAS
Alicante Bouschet, Trincadeira, Aragonez
VINIFICAÇÃO
A vinificação do Reguengos Garrafeira dos Sócios Tinto 2003 começou com uma selecção criteriosa das uvas provenientes das vinhas da região, privilegiando as castas tradicionais alentejanas como Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouschet, que compõem a espinha dorsal do lote. As uvas foram colhidas manualmente no ponto ideal de maturação e transportadas para a adega, onde foram desengaçadas e esmagadas.
A fermentação alcoólica decorreu em cubas de inox com controlo de temperatura, assegurando uma extracção cuidada de cor, aromas e taninos. Durante este processo, foram realizadas remontagens regulares para favorecer a homogeneização do mosto e a intensidade do vinho. Seguiu-se a fermentação maloláctica, que permitiu suavizar os taninos e integrar melhor o perfil do vinho, resultando num tinto estruturado mas elegante, já na sua fase inicial.
ENVELHECIMENTO
Após a vinificação, o Reguengos Garrafeira dos Sócios Tinto 2003 estagiou durante um período significativo em barricas de carvalho português e francês, processo que conferiu ao vinho complexidade adicional e permitiu a integração entre a fruta e as notas da madeira. Durante o estágio, o vinho ganhou camadas de aromas tostados, baunilha, cacau e especiarias, que se juntaram ao perfil frutado e robusto das castas alentejanas.
Posteriormente, beneficiou ainda de um estágio prolongado em garrafa nas caves da adega, em condições ideais de temperatura e humidade, que lhe permitiram evoluir e desenvolver os aromas terciários hoje presentes, como couro, tabaco e notas balsâmicas. Este processo de estágio meticuloso transformou o Reguengos Garrafeira dos Sócios 2003 num vinho de guarda excepcional, preparado para proporcionar uma experiência rica e sofisticada mesmo após mais de duas décadas desde a sua colheita.
NOTAS DE PROVA
Este Reguengos Garrafeira dos Sócios Tinto 2003 é um vinho de perfil clássico e robusto, espelhando o carácter intenso do Alentejo e a tradição da Adega Cooperativa de Reguengos. No copo, apresenta uma cor rubi profunda e opaca, com nuances ligeiramente atijoladas, já indiciando a sua maturidade.
No nariz, revela uma complexidade que vai muito além da fruta, com aromas de ameixa preta, amora e cereja madura envolvidos por notas de compota e figo seco, enriquecidos por nuances de especiarias doces como canela e cravinho, bem como subtis apontamentos balsâmicos. A evolução em garrafa trouxe-lhe ainda notas terciárias de couro, tabaco, caixa de charutos e ligeiro toque de terra húmida, numa combinação que lhe confere profundidade e elegância.
Na boca, é um vinho de grande presença, encorpado, com taninos firmes mas já polidos, que envolvem o paladar de forma aveludada. A acidez bem equilibrada garante frescura e vivacidade, tornando a prova harmoniosa e sem excessos.
O final é muito persistente, longo e sedutor, com ecos de fruta madura, cacau, especiarias e um leve traço fumado, mostrando que se trata de um vinho feito para resistir ao tempo e oferecer uma experiência rica e memorável.
SUGESTÕES
Deve ser servido a uma temperatura de 16ºC – 18ºC. As harmonizações para o Reguengos Garrafeira dos Sócios Tinto 2003 devem valorizar o seu perfil estruturado, a intensidade da fruta e a sofisticação adquirida com a maturidade. Carnes de caça, como javali, veado ou perdiz estufada, são escolhas ideais, já que a força do vinho equilibra-se com os sabores profundos e selvagens destes pratos.
Assados de borrego com ervas aromáticas tradicionais do Alentejo, como o alecrim e o tomilho, criam uma ligação perfeita com as notas balsâmicas e especiadas do vinho. Carnes vermelhas grelhadas ou maturadas, como um bife de vazia ou um costeletão de boi, também se revelam excelentes companheiros, pois o vinho tem estrutura suficiente para enfrentar a intensidade da carne sem perder o equilíbrio.
Entre os queijos, destacam-se os de pasta dura e longa cura, como o queijo da Ilha de São Jorge ou o Serpa velho, cujo sabor intenso encontra no vinho a frescura e a robustez necessárias para uma harmonização memorável. É igualmente um vinho que pode acompanhar pratos de cozinha mediterrânica mais elaborados, como massas com molho de cogumelos silvestres ou pratos de caça com redução de vinho tinto, reforçando o lado gastronómico e sofisticado que caracteriza este Garrafeira.
ENOLOGIA
N/A
TEOR ALCOÓLICO
14.0%





