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1999 Quinta do Carmo Tinto

1999 Quinta do Carmo Tinto

59.00

1 em stock

Visualmente, o Quinta do Carmo Tinto 1999 apresenta uma cor granada profunda com reflexos atijolados nas bordas, sinal claro da sua evolução ao longo de mais de duas décadas de envelhecimento em garrafa. No nariz, revela grande complexidade aromática, dominada por notas terciárias características da evolução. Surgem inicialmente aromas de fruta madura e compota de ameixa, acompanhados por nuances de figo seco e frutos silvestres em passa.

Estas notas são complementadas por aromas elegantes de tabaco, couro fino e madeira bem integrada. Com aeração, o vinho revela camadas adicionais de complexidade, incluindo notas de especiarias suaves, ervas secas, folhas de chá e ligeiros apontamentos balsâmicos.

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CASTAS
Alicante Bouschet, Trincadeira, Aragonez, Castelão

VINIFICAÇÃO
O Quinta do Carmo Tinto 1999 é um vinho que reflete uma fase já bastante consolidada da modernização da produção vitivinícola no Alentejo.

Produzido na histórica Quinta do Carmo, localizada na zona de Estremoz, este vinho foi elaborado num período em que a propriedade beneficiava ainda da forte influência técnica e estratégica da parceria com a casa bordalesa Domaines Barons de Rothschild (Lafite), que contribuiu significativamente para a elevação do padrão qualitativo da adega.

As uvas utilizadas provêm de vinhas plantadas em solos predominantemente argilo-calcários com presença de xisto, condições que favorecem a retenção de água e proporcionam maturações equilibradas, mesmo em anos de maior calor.

A vindima foi realizada manualmente, permitindo uma seleção criteriosa dos cachos ainda na vinha, garantindo que apenas uvas perfeitamente maduras fossem utilizadas na produção do vinho.

Após a receção na adega, as uvas foram desengaçadas e submetidas a esmagamento suave antes de iniciarem a fermentação alcoólica em cubas de aço inoxidável com controlo rigoroso de temperatura.

Durante este processo, foram realizadas remontagens regulares e períodos de maceração cuidadosamente monitorizados, permitindo uma extração equilibrada de cor, taninos e compostos aromáticos.

Este método de vinificação procurava equilibrar a tradição regional com práticas enológicas modernas, garantindo vinhos com estrutura e concentração adequadas para envelhecimento, mas mantendo elegância e identidade varietal.

Após o término da fermentação alcoólica, ocorreu a fermentação maloláctica, processo que contribuiu para suavizar a acidez e aumentar a estabilidade do vinho.

ENVELHECIMENTO
Depois da fermentação maloláctica, o vinho foi transferido para barricas de carvalho francês, onde permaneceu em estágio durante um período prolongado, normalmente entre 12 e 18 meses.

Este estágio teve como principal objetivo refinar a estrutura tânica e desenvolver maior complexidade aromática.

Durante o envelhecimento em barrica, a micro-oxigenação natural proporcionada pela madeira permitiu uma evolução gradual dos taninos, promovendo a sua polimerização e resultando numa textura mais suave e integrada.

Simultaneamente, o contacto com o carvalho introduziu subtis notas aromáticas de especiarias, cedro e ligeiros tostados, enriquecendo o perfil do vinho sem comprometer a expressão das castas.

Após o estágio em madeira, o vinho foi cuidadosamente loteado e engarrafado.

Seguiu-se um período adicional de envelhecimento em garrafa, durante o qual os diferentes componentes do vinho se integraram plenamente, permitindo o desenvolvimento de aromas terciários e maior complexidade.

Este processo de evolução em garrafa é particularmente importante em vinhos produzidos com estrutura suficiente para envelhecer, como é o caso do Quinta do Carmo Tinto 1999.

NOTAS DE PROVA
Visualmente, o Quinta do Carmo Tinto 1999 apresenta uma cor granada profunda com reflexos atijolados nas bordas, sinal claro da sua evolução ao longo de mais de duas décadas de envelhecimento em garrafa.

No nariz, revela grande complexidade aromática, dominada por notas terciárias características da evolução.

Surgem inicialmente aromas de fruta madura e compota de ameixa, acompanhados por nuances de figo seco e frutos silvestres em passa. Estas notas são complementadas por aromas elegantes de tabaco, couro fino e madeira bem integrada.

Com aeração, o vinho revela camadas adicionais de complexidade, incluindo notas de especiarias suaves, ervas secas, folhas de chá e ligeiros apontamentos balsâmicos.

Surgem também subtis notas de terra húmida e cogumelos, que acrescentam profundidade ao perfil aromático. Na boca, apresenta uma entrada suave e equilibrada, com taninos já bem integrados e polidos pelo tempo.

A acidez mantém-se suficiente para proporcionar frescura e equilíbrio ao conjunto. O meio de boca revela textura macia e elegante, com sabores de fruta evoluída, especiarias e notas terciárias que refletem o envelhecimento em garrafa.

O final é persistente e harmonioso, deixando impressões de fruta seca, especiarias e nuances terrosas que prolongam a experiência gustativa.

SUGESTÕES
Deve ser servido a uma temperatura de 16ºC – 18ºC. O Quinta do Carmo Tinto 1999 harmoniza particularmente bem com pratos tradicionais de intensidade moderada a elevada.

É uma excelente escolha para acompanhar carnes assadas, borrego no forno, cabrito ou pratos de caça preparados de forma clássica.

A sua complexidade aromática e taninos suavizados pelo tempo tornam-no igualmente adequado para pratos à base de cogumelos, guisados tradicionais ou preparações culinárias com ervas aromáticas mediterrânicas.

A textura elegante do vinho permite também harmonizações interessantes com pratos de cozinha regional portuguesa onde predominam sabores ricos e bem estruturados.

Queijos curados de média intensidade, especialmente de leite de ovelha, constituem igualmente uma excelente combinação.

ENOLOGIA
João Portugal Ramos

TEOR ALCOÓLICO
13.5%

Peso 1 kg
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