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1991 Barca Velha

1991 Barca Velha

890.00

6 em stock

Visualmente, o Barca Velha 1991 apresenta uma cor rubi profunda, ainda viva, com delicados reflexos granada e ligeiras tonalidades tijolo junto ao bordo, evidenciando uma evolução lenta e extremamente elegante. No nariz revela imediatamente uma enorme profundidade aromática. As primeiras notas recordam amora madura, ameixa preta, cassis e cereja preta, acompanhadas por delicados aromas florais de violeta que constituem uma das assinaturas clássicas do Barca Velha.

À medida que o vinho ganha oxigenação surgem sucessivas camadas aromáticas de extraordinária complexidade. Desenvolvem-se notas de cedro, caixa de charutos, especiarias finas, pimenta preta, baunilha e ligeiras sugestões balsâmicas. O prolongado envelhecimento em garrafa acrescentou aromas terciários de couro fino, folhas secas, floresta húmida, tabaco nobre, trufa, grafite e ligeiras notas minerais.

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Barca Velha 1991

CASTAS
Tinto Cão, Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz

VINIFICAÇÃO
O Barca Velha 1991 representa uma das colheitas mais emblemáticas da história daquele que continua a ser considerado o vinho tinto português mais icónico.

Criado em 1952 por Fernando Nicolau de Almeida, o Barca Velha nasceu com o objetivo de demonstrar que o Douro possuía condições únicas para produzir grandes vinhos de mesa de classe mundial, muito antes de a região conquistar o prestígio internacional de que hoje desfruta.

A colheita de 1991 marcou o regresso do Barca Velha após um intervalo de seis anos sem declaração, evidenciando o enorme rigor com que a Casa Ferreirinha seleciona os anos merecedores desta designação.

O vinho apenas é produzido quando a qualidade da vindima atinge padrões verdadeiramente excepcionais, razão pela qual existem relativamente poucas colheitas de Barca Velha ao longo da sua história.

As uvas utilizadas tiveram origem maioritariamente na Quinta da Leda, propriedade situada no Douro Superior, complementadas por parcelas localizadas em zonas de maior altitude da região.

Estas vinhas beneficiam de solos predominantemente xistosos, pobres em matéria orgânica e com excelente drenagem, obrigando as videiras a desenvolver raízes muito profundas.

Como consequência, obtêm-se bagos pequenos, extremamente concentrados e ricos em compostos fenólicos. A vindima foi realizada manualmente, permitindo uma criteriosa seleção dos cachos ainda na vinha.

Apenas as uvas que apresentavam um estado sanitário irrepreensível e um nível de maturação considerado ideal integraram o lote destinado ao Barca Velha.

Depois do desengace e de um esmagamento suave, as uvas foram encaminhadas para cubas de aço inoxidável, onde decorreu a fermentação alcoólica.

Durante este processo realizou-se uma longa maceração a temperatura controlada, procurando extrair cuidadosamente os compostos responsáveis pela cor, estrutura, complexidade aromática e capacidade de envelhecimento do vinho.

A extração privilegiou sempre a elegância em detrimento da potência excessiva, uma das características que distingue o Barca Velha de outros grandes vinhos internacionais.

Concluída a fermentação, iniciou-se um longo processo de provas e análises às diferentes barricas.

A filosofia da Casa Ferreirinha assenta precisamente nesta seleção extremamente rigorosa: apenas os melhores vinhos provenientes das melhores barricas são escolhidos para integrar o lote final.

É nesta fase que reside aquilo que muitas vezes é referido como o verdadeiro “segredo” do Barca Velha.

O resultado é um vinho de enorme precisão técnica, construído para envelhecer durante várias décadas sem perder elegância, mantendo um equilíbrio excecional entre fruta, estrutura, frescura e complexidade.

ENVELHECIMENTO
Depois da fermentação malolática, o Barca Velha 1991 iniciou um estágio de aproximadamente dezoito meses em barricas novas de carvalho francês cuidadosamente selecionadas.

Ao contrário de muitos vinhos onde a madeira assume protagonismo, no Barca Velha o objetivo consiste em utilizar o carvalho como instrumento de afinação.

As barricas contribuem para estabilizar naturalmente os taninos, favorecer uma lenta micro-oxigenação e acrescentar subtis notas de especiarias e cedro, sem nunca sobrepor a identidade do Douro.

Durante este período decorrem inúmeras provas técnicas realizadas pela equipa de enologia.

Cada barrica evolui de forma diferente e apenas aquelas que demonstram excelência absoluta são integradas no lote definitivo.

Muitas acabam por ser direcionadas para outros vinhos da Casa Ferreirinha, enquanto apenas uma pequena percentagem merece integrar o Barca Velha.

Depois da definição do lote, o vinho é engarrafado e permanece vários anos em estágio antes de ser comercializado.

Esta longa permanência em garrafa constitui parte integrante da filosofia Barca Velha, permitindo que os diferentes componentes do vinho se integrem plenamente antes de chegarem ao consumidor.

Desde o seu lançamento, o Barca Velha 1991 continuou a evoluir lentamente em garrafa durante mais de três décadas.

Os taninos inicialmente vigorosos foram adquirindo enorme suavidade, enquanto os aromas primários deram origem a uma impressionante complexidade terciária.

É precisamente esta extraordinária capacidade de envelhecimento que coloca o Barca Velha entre os grandes vinhos clássicos do mundo.

Garrafas corretamente conservadas continuam hoje a apresentar uma frescura surpreendente e poderão continuar a evoluir positivamente durante muitos anos.

NOTAS DE PROVA
Visualmente, o Barca Velha 1991 apresenta uma cor rubi profunda, ainda viva, com delicados reflexos granada e ligeiras tonalidades tijolo junto ao bordo, evidenciando uma evolução lenta e extremamente elegante.

No nariz revela imediatamente uma enorme profundidade aromática.

As primeiras notas recordam amora madura, ameixa preta, cassis e cereja preta, acompanhadas por delicados aromas florais de violeta que constituem uma das assinaturas clássicas do Barca Velha.

À medida que o vinho ganha oxigenação surgem sucessivas camadas aromáticas de extraordinária complexidade. Desenvolvem-se notas de cedro, caixa de charutos, especiarias finas, pimenta preta, baunilha e ligeiras sugestões balsâmicas.

O prolongado envelhecimento em garrafa acrescentou aromas terciários de couro fino, folhas secas, floresta húmida, tabaco nobre, trufa, grafite e ligeiras notas minerais.

A integração entre fruta, madeira e evolução é absolutamente exemplar, revelando um vinho de enorme sofisticação. Na boca apresenta uma entrada ampla, elegante e extremamente sedosa.

O volume impressiona sem nunca transmitir peso excessivo. A acidez mantém-se vibrante, sustentando toda a estrutura e conferindo uma extraordinária sensação de frescura.

O meio de boca revela taninos de enorme qualidade, completamente polidos pelo tempo, mas ainda capazes de suportar uma longa evolução futura.

Os sabores sucedem-se continuamente entre fruta preta madura, especiarias doces, cedro, chocolate negro, café subtil e delicadas notas minerais.

Apesar da enorme concentração, o vinho transmite sempre uma sensação de precisão e equilíbrio. Nada sobressai; todos os elementos trabalham em perfeita harmonia, criando uma experiência de prova profundamente elegante.

O final é excepcionalmente longo e persistente, permanecendo durante largos minutos notas de frutos pretos maduros, especiarias finas, cedro, tabaco, chocolate negro e delicadas nuances balsâmicas.

A persistência e a elegância confirmam plenamente o estatuto deste vinho como uma das maiores referências da enologia portuguesa.

SUGESTÕES
Deve ser servido a uma temperatura de 14ºC – 16ºC. O Barca Velha 1991 é um vinho que merece uma gastronomia igualmente distinta. A sua elegância permite acompanhar pratos sofisticados sem nunca dominar os sabores.

Revela uma afinidade excepcional com carnes vermelhas maturadas, lombo de novilho, vazia grelhada, cabrito assado lentamente e borrego no forno.

A qualidade dos taninos e a acidez equilibrada complementam na perfeição pratos de elevada intensidade.

É igualmente extraordinário com caça de pelo e de pena, como veado, javali, pombo ou perdiz, sobretudo quando preparados com molhos ricos em cogumelos, vinho tinto ou redução de carne.

Entre os queijos, harmoniza particularmente bem com queijos curados de ovelha, Serra da Estrela curado, Manchego velho, Comté envelhecido e Parmigiano Reggiano de longa cura.

Dada a sua idade, recomenda-se que a garrafa permaneça na posição vertical durante pelo menos 24 horas antes da abertura.

A decantação durante cerca de uma a duas horas permitirá separar o depósito natural e favorecer uma expressão aromática mais completa.

ENOLOGIA
N/A

TEOR ALCOÓLICO
12.5%

Peso 1 kg
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