/
/
5 Vinhos Velhos Para Descobrir
Sugestões

5 Vinhos Velhos Para Descobrir

5 Vinhos Velhos Para Descobrir Header Title

A paixão pelo vinho move montanhas, disso não há dúvidas. Uma garrafa de vinho é o culminar de anos de experiência, desde o cultivo da videira, à rolha e a tudo o que está no meio. O vinho é muito mais do que um conjunto de uvas fermentadas, é um agregador social poderoso e à volta do qual se cria um culto e uma adoração imensuráveis.

Na Velha Garrafeira, temos a mesma adoração por vinhos e por uma característica transformadora que os faz evoluir: o tempo. Dizem que o tempo cura tudo e nós gostamos de ir mais longe e dizer que o tempo não só cura como, no caso do vinho, o potencia e o ajuda a ficar melhor (na maioria dos casos).

Sabemos que o gosto pelos vinhos velhos não é consensual nem tão pouco queremos que o seja, mas com este artigo, queremos que pelo menos lhes dê uma oportunidade para entrarem na sua colecção e para serem provados, com a certeza de que será positivamente surpreendido. Quando provamos um vinho velho pela primeira vez nunca ficamos indiferentes e, de repente, abre-se um mundo novo de cheiros e sabores nunca antes explorado. Começamos assim uma nova viagem pelo incrível leque de opções.

Deixamos-lhe cinco de vinhos velhos opções dividas em dois tintos, dois brancos e um rosé para começar essa viagem de sensações:

Tapada do Chaves Reserva Tinto 1996

Os vinhos Tapada do Chaves preservam o calor e a suavidade da região do Alentejo e estão associados a uma forte tradição familiar, a uma história de paixão e dedicação à terra e este Tapada do Chaves Reserva Tinto 1996 não é excepção. Com origem nas vinhas da propriedade que lhes dá o nome, com idades entre os 15 e os 85 anos, estes são vinhos para guardar e mais tarde saboreá-los em pleno.

Castas: Trincadeira, Aragonês, Periquita, Tinta Francesa

Notas de Prova: Cor Rubi pálido, mais rosado e um pouco acastanhado. Nariz perfeito com notas de castanhas, quando suam enquanto assam. Mais vegetal que frutado. Na boca é aveludado, delicadíssimo e ousado, cheio de charme e vitalidade. Rebuçado e algumas especiarias. Taninos ténues e uma textura inconfundível. À medida que respira, surgem notas aromáticas de lenha seca.

Sugestões: Deve ser servido a uma temperatura de 12ºC — 18ºC. Acompanha bem pratos de carne, pratos de forno, caça, queijos de pasta mole.

Teor Alcoólico: 12.5%

Quinta do Poço do Lobo Reserva Cabernet Sauvignon Tinto 1996

De um dos mais belos vinhedos do terroir de Cantanhede vem este Quinta do Poço do Lobo Reserva Cabernet Sauvignon Tinto 1996. Um monocasta produzido a partir de Cabernet Sauvignon. Um vinho exclusivo, uma autêntica viagem no tempo.

Castas: Cabernet Sauvignon

Vinificação: As melhores uvas criadas na Quinta do Poço do Lobo foram vindimadas manualmente e após uma rigorosa seleção e desengace maceraram 2 semanas em lagar com pisador pneumático.

Notas de prova: Cor vermelho granada desvanecendo-se gradualmente para mogno. No nariz, bagas vermelhas e amora, uma série de notas florais e secundárias, notas de café e fumo, e dicas subtis de especiarias. Na boca, especiarias apimentadas, taninos presentes mas suaves e acidez boca-água. O final é longo, seco e com uma dualidade doce/azedo.

Sugestões: Deve ser servido a uma temperatura de 16ºC — 18ºC. Acompanha bem carnes vermelhas assadas ou grelhadas, queijos de pasta mole e caça.

Teor Alcoólico: 14.0%

Frei João Branco 1988

Este incrível Frei João Branco 1988 é um vinho antigo do inventário desta vinícola com um caráter suave e melado, com acabamento seco e matizado. Embora seja certamente maduro e complexo, é igualmente claro que ainda é bastante fresco para um vinho mais velho. É um vinho vivo e longe de estar deteriorado. A vinícola sugere que isso pode envelhecer mais 10 anos.

Castas: Maria Gomes, Bical, Cercial, Rabo de Ovelha

Vinificação: As uvas colhidas no momento ideal de maturação foram prensadas suavemente em prensa pneumática e o mosto fermentou em cuba de aço inoxidável a 16ºC.

Envelhecimento: Após a fermentação alcoólica efectuou-se batonnage durante 2 meses.

Notas de Prova: Cor dourada para laranja. No nariz, pinheiro, cera de abelha, cogumelos, frutas secas do pomar, acácia e flores secas. Na boca, surpreendentemente fresco e brilhante. Refinamento e riqueza desempenham papéis complementares. A fruta madura continua no paladar com sabores carregados de cogumelo, casca de laranja cristalizada, pêra e mineral. Final de boca longo.

Sugestões: Deve ser servido a uma temperatura de 7ºC — 9ºC. Acompanha bem pratos de polvo, bacalhau e cabrito assados no forno.

Teor Alcoólico: 12.0%

Quinta do Convento Branco 1999

Pelas palavras do produtor: “Encontrámos este Quinta do Convento Branco 1999 em perfeitas condições de conservação, numa sala em plenas catacumbas do convento, fresca, escura e húmida, onde antigamente se faziam enchimentos e se armazenava vinho do Porto. Naturalmente tomámos a decisão de colocá-lo no mercado. É seguramente o vinho mais fácil da minha vida.”

Castas: Não estão identificadas. Este vinho é um field blend de vinhas velhas.

Vinificação: Uvas colhidas manualmente em caixas de 18 kg, totalmente desengorduradas e levemente trituradas, seguidos de decantação estática a frio. Fermentação em tanques de aço inoxidável com temperatura controlada.

Envelhecimento: Estagiou em borras por 4 meses. Estágio em garrafa desde o ano 2000.

Notas de Prova: Um vinho de cor dourada, brilhante e atraente, com um nariz rico e intenso, mostrando extraordinária evolução dos seus aromas terciários, boas notas de especiarias, marmelo, amêndoas e laranja cristalizada, juntos, dão uma complexidade profunda. Com uma acidez viva no paladar, é um vinho que mantém o seu volume, sumptuosidade e riqueza aromática, levando a um bom final com persistência notável.

Sugestões: Deve ser servido a uma temperatura de 10ºC — 12ºC. Acompanha bem todo o tipo de caça (perdiz, lebre, javali), pratos ricos da cozinha tradicional portuguesa, assados no forno, carnes estufadas ou guisadas.

Enologia: Lourenço Charters Monteiro

Teor Alcoólico: 12.0%

Luis Pato Rosé 2005

Um rosé de Baga muito especial que só foi feito uma vez. Este Luis Pato Rosé 2005 foi em tempos considerado demasiado redutor e ácido para ser libertado de imediato, foi guardado e finalmente esquecido. O envelhecimento considerável em garrafa fez maravilhas a este rosé seco, estruturado e encorpado, com frutas cítricas e de pomar, e uma variedade de notas florais salgadas e secas.

Castas: Baga

Notas de Prova: Rosé seco estruturado e encorpado com frutas cítricas e de pomar, e uma variedade de notas florais salgadas e secas. Rosé evoluído, notas de compota de pêssego, compota de abacaxi, com muita vivacidade e acidez, mesmo com as notas de evolução.

Sugestões: Deve ser servido a uma temperatura de 8ºC — 10ºC. Acompanha bem arroz de pato com coentros e laranjas frescas.

Enologia: Luis Pato

Teor Alcoólico: 13.0%

Qualquer um destes vinhos tem o potencial para ser a sua porta de entrada no maravilhoso e cativante mundo dos vinhos velhos. Esperamos que tenha gostado deste artigo tanto como nós gostámos de o escrever para si. Boas provas!

Uma mensagem para a comunidade
Muito obrigado por nos dedicar um pouco do seu tempo ao ler este artigo. Significa tê-lo connosco. Se quiser acompanhar o nosso dia a dia siga-nos no Instagram, onde fazemos o possível para unir a comunidade e onde partilhamos a nossa paixão pelos vinhos velhos. Tenha um ótimo dia.

Seja responsável. Beba com moderação.

Siga-nos.

Acompanhe as nossas redes sociais para ficar a par de todas as novidades.

newsletter

Subscreva e não perca os grandes vinhos que temos para si.