CASTAS
Roussanne, Grenache Blanc, Clairette, Bourboulenc, Picpoul, Picardan
VINIFICAÇÃO
A vinificação deste Paul Avril Clos des Papes Chateauneuf-du-Pape Blanc 2000 é conduzida de forma exemplar, refletindo o respeito absoluto de Paul Avril e da sua família pelo caráter do terroir. As uvas são colhidas manualmente e prensadas inteiras de forma delicada, evitando oxidações e preservando a integridade aromática do mosto.
A fermentação ocorre em cubas de inox, a baixa temperatura, para realçar a frescura e os aromas primários, sem recurso a madeira nova, uma escolha intencional que visa conservar a pureza e o perfil mineral do vinho. Apenas uma pequena parte do mosto fermenta em barricas usadas, conferindo-lhe redondez sem sobrepor notas de carvalho.
A fermentação maloláctica é geralmente bloqueada, a fim de manter a tensão e a acidez que sustentam a longevidade deste branco.
ENVELHECIMENTO
Após a fermentação, o vinho é mantido sobre as borras finas (sur lie) durante vários meses, com batonnage ocasional, o que lhe confere textura cremosa e complexidade aromática adicional.
O estágio prolongado em inox e o envelhecimento subsequente em garrafa permitem ao vinho desenvolver lentamente notas de frutos secos, mel e flores, sem perder a vivacidade que o caracteriza.
A colheita de 2000, hoje com mais de duas décadas de evolução, mostra como os grandes brancos de Châteauneuf-du-Pape podem envelhecer com nobreza, adquirindo profundidade e elegância sem perder a sua alma luminosa e equilibrada.
NOTAS DE PROVA
O Clos des Papes Blanc 2000 apresenta uma cor dourada brilhante, com reflexos âmbar suaves que refletem a sua maturidade.
O nariz é de uma complexidade cativante, revelando camadas aromáticas que evoluem graciosamente no copo: notas iniciais de pêra madura, marmelo e maçã assada entrelaçam-se com flores brancas secas, mel de acácia, cera de abelha e amêndoas torradas.
À medida que respira, surgem tons de frutas tropicais delicadas, como ananás e papaia, seguidos por nuances de ervas mediterrânicas, anis e casca de laranja cristalizada. No fundo, sente-se uma nota mineral e ligeiramente salina, que recorda o calcário e confere ao conjunto uma elegância natural.
No paladar, o vinho revela-se amplo, envolvente e harmonioso, com uma textura untuosa equilibrada por uma acidez firme e bem integrada. As camadas de fruta madura são sustentadas por uma estrutura linear e vibrante, que conduz a um final persistente e sofisticado.
O fecho de boca é longo e refinado, deixando impressões de mel claro, frutos secos, pedra molhada e flores silvestres. É um vinho que conjuga profundidade e leveza, mostrando a dualidade fascinante dos grandes brancos do sul do Rhône, generosos, mas nunca pesados, maduros, mas sempre vivos.
O 2000, em particular, encontra-se num ponto sublime de maturidade, revelando toda a harmonia entre a opulência e a mineralidade que fazem do Clos des Papes um dos brancos mais respeitados de França.
SUGESTÕES
Deve ser servido a uma temperatura de 12ºC – 13ºC. O Clos des Papes Blanc 2000 é um vinho de mesa nobre, que brilha ao lado de pratos de textura rica e sabores subtis. Combina admiravelmente com peixes gordos grelhados, como robalo ou pregado, lagosta ao natural, vieiras salteadas em manteiga, e aves nobres, como frango de Bresse ou capão assado.
A sua estrutura e profundidade tornam-no também ideal para acompanhar queijos de pasta mole, como Brie ou Saint-Nectaire, e até pratos com trufa branca, que enaltecem o seu lado mais terroso e melífluo.
ENOLOGIA
Paul Avril, Vincent Avril
TEOR ALCOÓLICO
14.0%

